Thursday, March 25, 2010

Porquê emigramos?





Bem porque quando percebemos como dizia um Portugues que reside na suica comentando a primeira destas duas noticias que transcrevo abaixo e que se edita no publico de hoje, em Portugal basta conhecer as pessoas certas para que uma coisa possa ser vista de um angulo absolutamente diferente. De alguma forma faz lembrar o concurso que também ja assistimos do Procurador de Aveiro vs. PGR. No final, quem manda - e reconheça-se que ha quem mande no desporto também - acaba sempre por ver defendidas as suas decisoes.

Para exemplo, também transcrevo abaixo, depois da noticia do publico, um artigo do Luis Avelas no Record com o qual estou 1000% de acordo.

Em Portugal perdemos oportunidades atras de oportunidades para poder demonstrar que somos um país à altura dos seus 9 seculos de história.

E venham mais PEC's e escutas, mais tuneis na Luz e Bruno Alves no Algarve para que as pessoas sintam que realmente ser Portugues é isto...orgulho em fazer mal e sair por cima.

Tenho vergonha pelos meus Pais e Avós, pessoas que lutam e lutaram com dificuldades para levar uma vida sem nenhum luxo, sem nenhuma ajuda e favor, antes pelo contrario, muitas vezes com muitas coisas "esquisitas" contra, para terem que ver todo este festival.

NOTICIA do Publico de hoje

Apesar de ter reduzido substancialmente as penas aplicadas a Hulk e Sapunaru pela comissão disciplinar (CD) da Liga, o conselho de justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), considerou ontem legítima a interpretação do órgão presidido por Ricardo Costa. Inicialmente suspensos por quatro e seis meses, os castigos aplicados aos jogadores do FC Porto foram redefinidos e fixados em três e quatro jogos, respectivamente, ao mesmo tempo que foi confirmado o castigo do bracarense Vandinho (três meses de suspensão). Uma decisão incompreensível para responsáveis da Liga.

Na interpretação do papel dos stewards nos estádios de futebol residiam as distintas molduras penais a aplicar aos dois futebolistas, condenados por agredirem um steward no túnel de acesso aos balneários do Estádio da Luz, dia 20 de Dezembro do ano passado, no final de um Benfica-FC Porto, para o campeonato.

Se para a Liga, os referidos stewards inseriam-se no âmbito de "interveniente no jogo com direito de acesso ou permanência no recinto desportivo", para o CJ não. Duas interpretações que fazem toda a diferença, já que, no primeiro caso (artigo 115.º Regulamento Disciplinar da Liga), o quadro penal implicava uma suspensão de seis meses a três anos, que seria substancialmente reduzida na segunda hipótese: um a quatro jogos (artigo 120.º, alínea J).

O PÚBLICO apurou junto do CJ que, face à ausência de uma definição precisa nos regulamentos desportivos profissionais a enquadrar o papel dos stewards, não restou outra alteranativa a este órgão que não fosse equiparar estes seguranças aos espectadores, também eles com direito de acesso e permanência nos referidos recintos, mas sem nenhum papel "interventivo".

Apesar de não concordar, o CJ considerou "legítima" a interpretação da CD da Liga relativamente a este caso. No acordão é, inclusivamente, referido que a análise deste caso não é linear, não se tendo verificado nenhum erro grosseiro ou tentativa de prejudicar algum clube ou jogador por parte da CD.

Para o CJ, os factos foram dados como provados, sendo inequívoca a existência de agressão por parte dos jogadores envolvidos, que tiveram um comportamento "censurável" a todos os níveis para este órgão jurisdicional.

Pouco receptivo à interpretação do CJ mostrou-se, ontem, o CD da Liga. "É uma tristeza esta decisão", disse ao PÚBLICO fonte daquele órgão. "O CJ considerou que, para além dos treinadores, dos médicos, dos massagistas e das restantes pessoas ligadas às equipas, só integram o conceito de agentes desportivos os directores de campo, directores de segurança e o delegado da Liga. Todos os restantes elementos que têm o direito de acesso e estão a exercer funções no recinto desportivo, não entram na norma. Portanto, nesta leitura, os polícias são espectadores, tal como os bombeiros e os stewards", acrescentou ao PÚBLICO a mesma fonte.

Apesar das divergências interpretativas, os dois organismos convergem nas críticas aos responsáveis pela elaboração dos actuais regulamentos desportivos, que consideram os grandes culpados pelos conceitos aplicados, que deixaram muitas "zonas cinzentas", susceptíveis das mais variadas leituras. Para o CJ, esta "nebulosa" do regulamento disciplinar terá levado a Liga a aplicar um conceito amplo na definição do papel dos stewards: "Pela primeira vez, no próprio regulamento, foi utilizado um conceito de "interveniente no jogo com direito de acesso ou permanência no recinto desportivo", mas que não está definido em nenhuma parte do regulamento, onde é utilizado esporadicamente."

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ARTIGO de Luis Avelas no Record de hoje

Segundo consta por aí, o que levou o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol a ditar a significativa redução das penas dos portistas Hulk e Sapunaru foi o facto de considerar os assistentes de recinto desportivo (vulgarmente denominados stewards) como público e não como intervenientes do jogo, algo que tinha sido feito pela Comissão Disciplinar da Liga.

Já o disse - e reafirmo - que não concordo com nenhum dos castigos. O inicial sempre me pareceu excessivo, o actual dá a sensação de passar uma esponja por cima dos actos reprováveis que ocorreram. Mas, independentemente disso, tenho alguma dificuldade em perceber que uma eventual agressão cometida por um futebolista no desempenho da sua actividade profissional possa ser julgada de forma completamente distinta tendo em conta o estatuto da vítima. Na minha modesta opinião, pensava que as leis/regulamentos se deviam centrar no "crime" e não na condição do "ofendido". Pelos vistos estava (muito) enganado. Espero, contudo, que um destes dias ninguém se lembre de estabelecer que os castigos, no futebol ou em qualquer outra actividade, possam ser diferentes tendo em conta o sexo, a idade, a nacionalidade, a religião, o peso, a altura ou outra faceta/característica qualquer dos agredidos...

Mas, depois de ler e ouvir várias opiniões, dei comigo a pensar noutro pormenor: se os stewards não são intervenientes do jogo, então devem começar a pagar bilhete! Se os tais assistentes de recinto desportivo são público para umas coisas... então que sejam para todas. É que penetras, no futebol, já existem muitos e qualquer verba suplementar será bem recebida pelos clubes.

Falemos a sério: para o Conselho de Justiça, segundo o acórdão, os intervenientes do jogo são "além dos delegados dos clubes e demais pessoas que desempenham funções no quadro das equipas em confronto (jogadores, treinadores, massagistas e médicos), o director de segurança, o director de campo e o delegado da Liga". Tal significa, que a exemplo dos stewards, também polícias, bombeiros e jornalistas são - mesmo no desempenho da sua actividade - meros "intrusos".

Uma pergunta a finalizar: qual a razão para os populares "apanhas bolas" também não serem considerados parte integrante do jogo? Ser menor e desempenhar a tarefa de forma graciosa não deveria ser suficiente para "transformá-los" em público. Para mim é pacífico que estes miúdos desempenham uma necessária "função no quadro das equipas em confronto".

Tuesday, March 23, 2010

Bons exemplos " made in tuga"

Hoje publicam-se na imprensa varias noticias que demonstram de forma inequivoca que em Portugal há muitos e bons exemplos de indoneidade, credibilidade e sobretudo responsabilidade no ambito do que sao figuras máximas em varios sectores, desde a economia até ao desporto. Vejamos:

Exemplo 1 - Victor Constancio, o "Tranquilo"

O nosso já saudoso Governador dos também já afamados 200 mil euros, foi apresentado aos deputados no Parlamento Europeu e recebeu o apoio de 90% do hemiciclo. Obviamente a sua capacidade de gestao do organismo máximo de supervisao bancária em Portugal nao poderia ser compativel com qualquer outro cenário e sobretudo que nao se levante nenhuma voz agora em Portugal dizendo mal de este sábio da naçao também parece uma inevitabilidade sob pena que se acuse alguem de nao querer o bem do país (será necessario recordar o bem que Mario Soares e varios outros destacados artifices da politica portuguesa, disseram de Durao Barroso quando este foi nomeado para chefiar a Comissao Europeia?).

Pois bem de este fenomeno do entroncamento que é vermos o nosso antigo druida da supervisao bancaria como responsavel Europeu pela mesmissima pasta (como dizem os espanhois "yo flipo en colores con esto") ha que destacar que VC afirmou perante os deputados no PE que está de "consciencia tranquila" - http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=416301

Mas que vem a ser isto? Que imagem deploravel este alto dignatario da nacao da quando se ve obrigado a dizer que nao tem problemas de consciencia sobre eventuais aspectos de má gestao nas suas funcoes passadas? Eu juro que nao entendo como as pessoas a este nivel podem ser tao ineficazes no seu discurso, tremendamente ineficazes mesmo. Entao se este senhor que nao soube nem pode, segundo confessou na comissao de inquerito ao caso BPN, obter mais informacao, esclarecimentos, conhecimento, o que seja do referido banco que pudesse ter evitado que o Estado gastasse bilioes a salvar o nosso sistema financeiro de um terramoto por risco sistemico que se propagava desde o BPN, como pode dizer que esta de consciencia tranquila? Isso dizem os policias que acham que tentaram prender um criminoso, ou pelo menos que acham que tudo fizeram para o tentar mas que o deixaram escapar! De outra forma diriam que foi feito o que tinha de se fazer e bem feito. De consciencia tranquila? so se foi de ter perdido e bem as eleicoes com o Prof. Cavaco Silva e nos ter poupado a lastima que teria sido ser governados por este senhor. Ainda bem que os Portugueses souberam entao distinguir o trigo do joio.

Mas também há que destacar que pelo menos uma pessoa nao ficou convencida com esta horrivel declaracao de culpa por parte de VC. Uma (esta sim verdadeiramente iluminada) deputada luxemburguesa, Astrid Luling, que julgo estará a ser estudada a fundo pelo PS para ver como se pode tratar de a por na linha, questionou VC e todos em geral sobre

"Como se pode explicar que um homem que fracassou no seu país pode ser responsável pela supervisão na Europa?", perguntou Astrid Lulling, acrescentando que seria como "dar barras de dinamite a um pirómano".Nem mais. A unica razao obvia que vejo nisto é que Trichet e seus compadres querem incentivar o sector dos fogos de artificio.

Justica seja feita ao Nuno Melo pela coerencia de discurso, no seguimento de um bom trabalho que fez na comissao de inquerito ao BPN.

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=416299

Exemplo 2 - Queiroz, o "Nacionalizador"

Quem merece igualmente uma referencia é o nosso querido Carlos Queiroz. Homem sabio ele também, parece ser que terá contactado um guarda-redes campeao pelo Flamengo - de nome Bruno, que me parece um bom nome :) - para que, pudesse vir a representar a seleccao nacional. Ao que se sabe, segundo noticia hoje o jornal "Publico" Bruno foi contactado no ambito de uma possivel contratacao pelo Benfica. É verdadeiramente espantoso que isto possa acontecer.

http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1428958

Ate porque nós estamos a hipotecar guarda-redes como o Quim (de quem nao sou de longe o maior admirador) como se tivessemos coisas muito melhor como por exemplo será o "experiente" Hilario ou o jovem Rui Patricio.

Com estas atitudes como nao se pode dar razao aos criticam as ja referidas "nacionalizacoes" tipo Liedson (que note-se eu ate acho que sentirá algum apreco pelo pais pela forma como o seu clube depende dele ainda que o maltrate por vezes - alem do que foi efectivamente uma nota de valor acrescentado que fez a diferenca na decisao do apuramento)?

Gilberto Madail nao se mostrou disponivel para comentar...LOL.

Exemplo 3 - Pai de Bruno Alves, o "Mais cego é o que nao quer ver"

Neste caso ate prefiro nem comentar. Vou directo às citacoes: «Achei o Bruno preparado para jogar um jogo Benfica-Porto, um jogo em que o FC Porto sofreu vários problemas. Achei que o Bruno jogou da melhor forma que pôde e soube e terminou o jogo dentro do campo, o que significa que tudo o que ele fez foi dentro do que é permitido no futebol», afirmou Washington Alves, pai do capitao do FC Porto.

Será que este senhor nao consegue perceber que o filho só nao foi expulso porque la no seu interior o Jorge Sousa nao terá querido incendiar ainda mais algo que ja estava incendiado por outros factores, num jogo que estava decidido e via-se que so podia terminar com um lado a ganhar, seja por 3 2 ou 1 golo de diferenca.

Alguem duvida que a gravata no ar ao Cardozo, o pontape velado ao Kardec que falhou o alvo ou mesmo a entrada bonita com que presenteou Pablo Aimar podia ter tido outro resultado que nao a expulsao de Bruno Alves ? Como poderia nao ser assim?

Mas diz mais...Washington Alves garante que o filho é, várias vezes, «vítima de parcialidade». Bem se este senhor é vitima de parcialidade que dizer do que dizem do David Luiz por muito menos que isto.


Felizmente tambem neste caso há alguem que no seio do Dragao, pode ter a isencao para afirmar a verdade e nao encontrar desculpas para um comportamento vergonhoso de um atleta que representa as cores de Portugal que nos devem dignificar a todos.

Rodolfo Reis, ex-jogador e ex-treinador, diz na mesma noticia da TSF que "Já para o antigo capitão do FC Porto, Rodolfo Reis, ontem assistiu-se ao regresso do «pior lado» de Bruno Alves. Em declarações à TSF, Rodolfo Reis afirmou que a atitude do jogador reflecte o rendimento da equipa.

«O Bruno Alves foi o espelho da equipa. A equipa não está bem, está intranquila e não tem tido boas prestações. Ontem o Bruno Alves teve uma recaída devido a esses factores», disse.

Apesar de tudo, Rodolfo Reis considera que Bruno Alves tem crédito junto dos adeptos portistas e acredita que domingo foi apenas um «mau dia» para o capitão do FC Porto.

«Vamos desculpar esta actuação do Bruno porque tudo não passou de um mau dia, em que ele quis resolver todos os problemas do FC Porto», afirmou."

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Desporto/Interior.aspx?content_id=1525495


Tenho tanto orgulho no que o meu Pai representa em termos de rectidao que sinceramente dá pena que se desculpem tantos filhos desta forma, por pais que nao conseguem ser isentos e ao mesmo tempo transmitir o amor paternal que é obrigatorio nestas relacoes de sangue de todos e cada um de nós.


Bons exemplos assim, venham mais.

Para quem sabe o que eu digo, isto sim é "jogar na Champions".

Arriverdeci




Monday, March 22, 2010

Utopias in the making by Obama MC

In general, we Europeans tend to think very little, if not absolutely nothing, outside our boxes, that is our heads. Nevertheless when we do, it normally happens that we come across with some kind of difficulties to understand how it could be that things do happen like we can’t think of, like for example global healthcare coverage.


President Obama will next Tuesday sign a long awaited piece of legislation, for which most of his party’s past entourage has long fought for. People like late Senator Kennedy have spent many hours trying to convince a large majority of the American people that having a health market seems not that good as a reality as it seems in the paper/ idea point of view.

The CBO (equivalent of European’s Budgetary office normally integrated within the Finance Ministry’s office) estimates that it will cost roughly USD 940 billion to get a coverage level of 95% of the American population. This accounts for approximately 6,5% of 2009 US GDP figures and, most of all, represents the biggest social spending package a non-European society has defined towards committing to a global coverage health system.

A question arises though: is this the right kind of instrument to get Americans engaged as a country into provide a major breakthrough on their habits as a country? Fundamentally, for us as Europeans, accustomed as we are to expect that the Government will provide us with what is considered a minimum, decent and universal public good, the fact that Americans have not had this kind of safety net type of constitutional right has been always a mistery. How do people with low incomes survive this competitive “survival of fittest” type of society? For all the republicans in the House and some of its fellow Democrats, that is for sure not a problem. Americans can and should strive to make ends with what they are paid for in terms of healthcare.

Somehow though, with such a flexible job market as there is in the US, it seems unreal that people do survive. Or, in other words, it seems also fair to assume that Republicans could have some kind of point, since for example we in Europe, with our stiffer work legislative packages, still assume that we should not pay directly for what healthcare services are concerned.

In an utopian kind of society, a more flexible workforce could and possibly should be compensated with some kind of global healthcare coverage, and a stiffer one with an opposite pay-for-what-you-want kind of system. It seems to make some kind of economic rationality. But the world is often not rational, although Lucas and Chicago’s school of thought might not agree. Not that I’m denying this thesis – which has been the focus os many critics post-Great Recession of 2008 – but we should be interested to know by 2019 or even before that, which in fact have been the results of this experiment on the most freely regulated market economy on the planet.

Let's hope Obama is right and US healthcare system cost drops as we go.