Tuesday, September 30, 2008

A verdadeira politica nacional (1)

Mais uma vez nada de este tipo de problemas servira como exemplo.
Mais uma vez se fará guerra partidaria e nao se assumirao quaisquer erros.
Mais uma vez a teimosia de quem quer defender o indefensavel será e sairá vencedora.

Por favor, para aqueles que sabem distinguir o verdadeiro do falso...leiam atentamente esta noticia, interpretem tudo o que ai esta descrito (nao escrito, porque se tratam de factos e nao julgamentos politicos) e faça o seu juizo proprio, sem pressas.

Noticia do Publico

Vereadora que pagava 146 euros de renda à Câmara de Lisboa recebe reforma de 3350

30.09.2008 - 10h45 Ana Henriques

A vereadora do PS responsável Acção Social da Câmara de Lisboa, que até ao final do ano passado pagava 146 euros de renda à autarquia por uma casa de duas assoalhadas no centro da cidade, na Rua do Salitre, tem uma reforma de cerca de 3350 euros.

 Ana Sara Brito deu ontem uma conferência de imprensa para explicar uma situação que durou 20 anos e que "nunca pôs em causa" os seus "valores éticos". É por isso que não se demite: "Continuarei, apesar de alguns não o desejarem, com a mesma determinação, a trabalhar de acordo com o programa eleitoral."

 Sem esclarecer todos os aspectos da questão, a autarca explicou que quando tentou alugar a casa, em 1987 - era então vereadora da Acção Social pela primeira vez -, percebeu que o seu proprietário, um privado, tinha problemas com o município que o impediam de o fazer. "Apresentei a situação a Abecasis", o então presidente da câmara, que, actuando como se o imóvel pertencesse ao município, lho arrendou. Como? Porquê? Sara Brito invocou motivos "pessoais" para não responder, não tendo também esclarecido que tipo de problema deu à autarquia o direito de se tornar senhoria de um imóvel que pertencia a um particular.

 Questionada sobre se tinha necessidade da casa há 20 anos, era então enfermeira de profissão além de vereadora, respondeu que sim. E 20 anos depois, quando auferia uma pensão que, segundo a declaração de rendimentos que entregou em 2006 no Tribunal Constitucional, se eleva aos 46.883 euros anuais, ainda tinha necessidade de uma renda camarária de 146 euros? "Não era uma casa de habitação social", repetiu várias vezes. O imóvel integrava-se no património disperso do município, até hoje gerido com critérios discricionários. A renda, inicialmente inferior aos 146 euros, foi sendo aumentada de acordo com a lei até chegar a este montante, "A casa foi-me atribuída legalmente. O contrato de arrendamento era legal", disse Sara Brito. 

Para evitar que estes e outros casos do género se repitam, a Câmara de Lisboa promete ser mais rigorosa daqui em diante na entrega de casas. Também presente na conferência de imprensa, o presidente da autarquia, António Costa, fez questão de referir que todos os escândalos sobre a matéria vindos até agora a público se referem a habitações atribuídas em mandatos anteriores ao seu. E que desde que começou a governar o município os critérios de entrega de casa sempre foram objectivos: quando os habitantes se encontram em prédios municipais a ameaçar ruína, quando têm problemas de saúde graves comprovados e várias outras condições.

 Recordando que as autoridades estão na câmara a investigar vários destes processos, António Costa anunciou que pediu à Comissão Nacional de Protecção de Dados para divulgar a lista do património disperso do município, renda e nome do inquilino.

Medo 1 - Bailout 0,01

Governador do Banco de Itália

"Se as pessoas pensam que as autoridades vão entregar-se ao medo, estão enganadas", afirma Mario Draghi, membro do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu, hoje no "Financial Times".

Medo 1 - Bailout 0

O que nao se esperava aconteceu. A "House of Representatives", o equiparavel aos parlamentos europeus em geral, nao passou a proposta apresentada por um grupo de senadores e representantes de ambos os partidos, com um voto final de 228 contra e 205 a favor. 

Algo um pouco inesperado dada a força que envolveu juntar tantos representantes e senadores à mesma mesa para negociar mais de 100 paginas de lei. Contudo, como digamos é compreensivel, os legisladores estao com emdo de passar aquele que é o maior instrumento de accao legislativa do Estado na economia Americana desde a Grande Depressao.

O efeito imediato foi a queda abrupta das bolsas: nos EUA o Dow Jones registou a maior queda em pontos de inidice de sempre, caindo mais de 7%, ainda que nao bata em termos relativos as quedas de 1987. Na Europa as manhas estao muito negativas depois de ontem as perdas ja terem sido enormes.

A recessao está (quase) instalada nem que seja porque nao se parece encontrar uma alternativa de politica economica viavel. Por cá, começa a ficar claro que nem so da inveja e corrupcao dos grandes egos na banca de investimento americana viviam os bancos e os governos começam a ter que viver por si e per se, i.e., sem terem que esperar pelo Tio Sam resolver os seus problemas e consecuentemente os do Mundo. 

Economista-chefe, que se passa agora? Leia o artigo abaixo e depois diga-nos. Aguardo com expectativa o seu comentario.

Crise financeira mundial 2008-09-30 00:05

Onda de falências chega ao sector da banca na Europa

 

Governos não hesitam e salvam bancos às portas da falência. Problemas continuam a superar soluções.

 

Pedro Latoeiro com Luís Rego

 

Nacionalizar para sobreviver. A onda de falências que invadiu Wall Street  durante a semana passada chegou ontem com estrondo à Europa. Resultado? Quatro bancos nacionalizados em 24 horas, o maior deslize das bolsas mundiais desde 1997 e uma nova intervenção extraordinária dos banqueiros centrais, tudo sinais de que não há luz ao fundo do túnel e de que os problemas no sector financeiro continuam a superar as soluções.

 

Depois da nacionalização do grupo Fortis, no domingo, pelas mãos dos governos de Bélgica, Holanda e Luxemburgo, os investidores acordaram ontem ao som de um novo resgate na banca europeia. O governo alemão não quis deixar cair o Hypo Real Estate e, com a ajuda de um consórcio de bancos privados, avançou com uma garantia de 35 mil milhões de euros para evitar que a segunda maior empresa de crédito hipotecário da Alemanha fechasse portas. Tudo para “afastar o perigo de contágio da crise na Alemanha” e impedir “outros desenvolvimentos” no Hypo Real Estate, explicou um porta-voz de Angela Merkel, a chanceler alemã.

 

As bolsas já perdiam 2% nesta altura e os investidores ficaram ainda mais nervosos com a confirmação de que os balanços dos bancos europeus foram contaminados pela crise do ‘subprime’, sendo que, nesta altura, existem poucas soluções viáveis que não passem pela intervenção dos governos. Outro dos problemas em cima da mesa é que este contágio não se faz sentir apenas nas economias mais expostas ao dinheiro norte-americano, como o Reino Unido, mas também em países como a Dinamarca e a Islândia.

 

Em nome da estabilidade do sistema financeiro do país, o governo islandês injectou ontem 600 milhões de euros no Glitnir Bank, ficando com 75% do capital da instituição. O Estado dinamarquês, por seu turno, só não foi chamado a intervir porque o Vestjysk Bank absorveu o Bonusbanken, evitando assim a falência desta instituição nórdica.

 

“Os elos mais fracos na Europa já começaram a cair. E se os bancos não começarem a emprestar dinheiro entre si vamos assistir a mais colapsos”, sublinhou um especialista da MF Global, a maior corretora mundial de futuros, à Bloomberg.

 

Foi neste sentido que o Banco Central Europeu emprestou ontem 120 mil milhões de euros aos bancos europeus, num leilão especial que teve como objectivo aliviar as tensões nos mercados financeiros. O Banco de Inglaterra e a Reserva Federal norte-americana também intervieram no mercado, mas ninguém conseguiu contrariar a escalada das taxas de juro para novos recordes. A Euribor a três meses e a Euribor a seis meses, por exemplo, atingiram o valor mais elevado de sempre, um sinal de que os bancos desconfiam uns dos outros e que devem continuar a restringir o crédito ou a cobrar mais caro pelos empréstimos.

 

“As tensões [no mercado monetário] continuam e a liquidez está a secar.  Esta situação vai persistir, com os investidores à espera das próximas vítimas”, disse Patrick Jacq, analista no banco francês BNP Paribas.

 

Na lista de instituições europeias, a Dexia aparece como a mais bem posicionada para ser alvo de uma intervenção estatal. As acções do banco chegaram a perder mais de 32% durante a sessão de ontem e, ao início da noite, o governo da Bélgica reuniu-se para analisar a situação, sendo que uma agência noticiosa local avançou que o Estado deve avançar com sete mil milhões de euros para evitar o colapso da instituição.

 

Todo este cenário relançou a possibilidade da União Europeia ponderar a criação de um plano para restaurar a confiança nos mercados financeiros. É que 42% dos 382 mil milhões de euros de prejuízos que os bancos sofreram com o ‘subprime’ dizem respeito a instituições do velho continente. Para já, resta a iniciativa do presidente francês em reunir os países mais ricos da Europa para discutir o problema. Outra das iniciativas de Nicolas Sarkozy é preparar um encontro mundial até ao final do ano, para desenhar as bases de um novo sistema financeiro.

 

Face a estes dados, as bolsas europeias fecharam com quedas superiores a 5%, antes de se conhecer o chumbo inesperado do congresso norte-americano ao plano de Henry Paulson, secretário do Tesouro, para salvar a maior economia do mundo.



Monday, September 29, 2008

Pois, afinal o modelo de negocio se calhar é mais este...

Boutiques provide a glimpse of a new-look Wall Street

By William Cohan

Published in FT: September 28 2008 20:04 | Last updated: September 28 2008 20:04

Afew short weeks ago, way back on September 4, the unthinkable happened: a Wall Street investment bank – Lazard – sold $265m worth of its own stock to the public in an underwritten offering. What is more, this was a secondary offering of shares, meaning that the proceeds flowed into the pockets of the selling shareholders – in this case a long list of the bank’s most senior executives – and none of the proceeds went into the company, which has been around since 1848 and has never needed much more than a drop of capital to operate profitably anyway. The offering flew out the door. Huh?

 

That this offering occurred at the precise moment when the pluralistic investment banking system that has thrived for so long now seems to be coming apart at the seams makes the Lazard offering all the more remarkable. But it also provides a glimpse into what the post credit-crisis Wall Street will look like. In addition to the gargantuan and historic re-combinations of commercial and investment banks – Bank of America/Merrill, JPMorgan Chase/Bear Stearns, Barclays/Lehman, Citibank/Salomon Brothers and the equally earth-shattering transformation of Goldman Sachs and Morgan Stanley into bank holding companies – the landscape will also include a plethora of smaller, thriving, more focused firms, such as Lazard – which provides only M&A advice and asset management – that require very little capital to operate and shun all the high-risk capital-intensive activities such as underwriting structured products and proprietary trading.

 

While the shocking collapse of the lions of Wall Street has garnered headlines, the market has quietly been acknowledging the role that firms such as Lazard are likely to play once the dust settles. During the credit bubble a number of these M&A boutiques exploited the euphoria and transformed themselves from private partnerships into publicly traded corporations. Greenhill , started by former Morgan Stanley banker Robert Greenhill in 1996, went public in 2004. Lazard followed in 2005; then came Evercore, started by former Lehman banker Roger Altman, and Keefe Bruyette & Woods, founded in 1962.

 

These firms are hardly immune to the effects of the credit crisis. The fact that the global volume of M&A deals so far this year is down 27 per cent will cut their revenues and profitability. Those with private-equity and asset-management businesses will also suffer. But it is equally true that the number of corporate-driven M&A deals – the bread-and-butter of these boutiques – has risen as a percentage of overall M&A as private-equity firms, which drove M&A activity during the boom sit on their capital and the sidelines. (M&A volume for private equity firms is down 63 per cent this year.)

 

The market has noticed. Since Lazard priced its secondary offering, the shares of Lehman, Merrill, Morgan Stanley and even the mighty Goldman Sachs have crumbled. But shares of smaller, public firms have stayed basically flat or moved up smartly: Greenhill has increased a stunning 37 per cent since September 9; Keefe Bruyette was up 33 per cent on September 18 alone; and, Lazard’s stock has moved up 18 per cent since September 4.

 

Before our eyes a new post-crisis financial architecture is being designed. There will be the highly regulated, capital intensive global behemoths providing capital wherever it is needed around the world to allow companies to innovate, grow and create new jobs. The days of massively leveraged balance sheets are over. But while all that is getting sorted out, the Wall Street boutiques – some public, some private – will provide a growing list of clients with the intellectual capital needed to navigate through some rough waters. The boutiques will benefit for the simple reason that corporations will want – and pay for – the advice of those bankers who managed to get through the crisis unscathed.

 

Wall Street is undergoing its most radical transformation since the passage of the Glass-Steagal Act in 1933 forced banks to choose between investment and commercial banking. The once-unimaginable changes of the past six months have been gut-wrenching and far-reaching. They are not over yet. In the midst of the turmoil, the market is reminding us that once there was a simpler, less risky way of doing business. It may be worth taking another look at it today.

 

The writer is author of The Last Tycoons: the Secret History of Lazard Frères, and is at work on House of Cards, a book about the collapse of Bear Stearns

Sera preciso mais provas, Senhores Economistas-Chefe?

Noticia Negocios.pt

Os Governos europeus avançaram com quatro operações de resgate de instituições financeiras, entre ontem e hoje, num total de 69,37 mil milhões de euros.

 

A Bélgica, a Holanda e o Luxemburgo decidiram salvar o Fortis, injectando 11,2 mil milhões de euros no capital do banco com presença nestes três países, numa operação que se traduz numa “nacionalização parcial”, foi anunciado ontem à noite.

 

No Reino Unido, as autoridades públicas emprestaram 18 mil milhões de libras (22,57 mil milhões de euros) ao Bradford & Bingley, para assegurar os depósitos da instituição que, entretanto, foram comprados pelo Abbey National. Além dos depósitos, o banco detido pelo Santander adquiriu também toda a rede de distribuição do Bradford, tendo pago um total de 612 milhões de libras (772,96 milhões de euros).

 

O Estado inglês fica com todos os créditos de clientes e activos de tesouraria do B&B, incluíndo 41 mil milhões de libras de activos hipotecários.

 

Na Islândia, o Governo islandês anunciou hoje que vai comprar uma posição de 75% do capital do Glitnir Bank, por 600 milhões de euros, devido às dificuldades de financiamento deste banco.

Na Alemanha, o Governo e alguns bancos privados vão providenciar uma garantia de 35 mil milhões de euros à segunda maior empresa de crédito hipotecário do país, Hypo Real, que está à beira da falência.

 

Depois do Governo norte-americano ter anunciado um plano de 700 mil milhões de dólares para auxiliar as empresas financeiras em dificuldades, chegou a vez dos Governos europeus também começarem a intervir no sentido de evitarem falências entre os bancos penalizados pela crise no crédito.

 

“A Europa está sob grande pressão para actuar neste momento uma vez que ainda não está preparada para uma crise maior no sistema bancário e os piores receios dos políticos confirmaram-se”, referiu um economista em Bruxelas, à Bloomberg.

 

O mercado receia que sejam ainda preciso mais auxílios, além dos que já foram anunciados, e as bolsas europeias seguem a cair entre 2 e 4%.

 

Segundo o site espanhol do “El País”, o belga Dexia poderá ser o próximo banco a receber uma intervenção

A defesa cega

Com mais um banco de retalho Europeu (e agora nao é qq banco, foi o Fortis) a cair na esparrela do deleveraging forcado com recurso a capitais publicos, parece-me interessante a defesa que ainda assim alguns teoricos tem dos "modelos mais tradicionais, menos alavancados, mais conservadores e menos inovadores" referindo-se aos mesmos bancos de retalho e sobretudo a uns de Portugal que ate ha bem pouco tempo enfrentaram graves crises, com fortes necessidades de aportacao de capital e seguem a vender activos em mercados de crescimento de 2 digitos como Angola para resolver problemas que tem de tudo menos de pouco alavancados.

Será possivel que apesar de ser obvio para todos que neste clima nao ha espaco para os bancos de investimento, nao se seja capaz de admitir que também os bancos que agora se defende acerrimamente o seu modelo de negocio,  sao eles proprios tao culpados como os outros do efeito domino que transformou esta crise americana numa crise de proporcoes mundiais? alias a questao em si mesma é que a crise nunca foi americana apenas. La porque o trigger foi o mercado subprime, os bancos de retalho que compraram os pacotes triple-A assegurados pelas monoline nos EUA fizeram uma pessima gestao de carteira e ninguem fala disso neste momento...fomos "todos" enganados pelos "manhosos" americanos de Wall St. 

O problema, como ja disse antes, nao tem a ver com o modelo de negocio - se é banca de investimento ou de retalho, embora possamos obviamente encontrar nos incentivos de banca de investimento mais perversidade favorecendo o mal criado que na banca de retalho, por definicao, um modelo onde milhares de pessoas que trabalham sem grande acesso a qq tipo de compensacao extra - mas sim com os movimentos exagerados de liquidez - primeiro em exceso no mercado e depois em falta - que levam a excessos na gestao.

Mais uma vez perguntaria a estes opinion makers, se o caso do Fortis, do HBOS, dos bancos dinamarqueses, para ja nao falar dos aumentos de capital feitos por Citi e outros com base em petrodolares (mas como sao americanos nao contam), se nao sao o suficiente para nos mantermos bem calados, a aguentar o nosso narizinho tapado antes de emitir opinioes destas? Ainda por cima economistas experimentados, que sabem que em Portugal as coisas chegam com atraso e que infelizmente nao temos muitos mecanismos para nos defendermos de crises com uma dimensao internacional como esta?

Sera preciso explicar os basicos da teoria da economia internacional a quem todos os dias analisa o basico da economia nacional? é muito bom olhar para o nosso umbigo e dizer que se estamos no algarve e nao chove, entao é porque lá porque em lisboa onde faz trovoada e caem trombas de agua e granizo é onde esta todo o mal e nao seremos afectados...o mundo nao é assim. Os bancos nao sao assim.

Digam-me onde acham que os bancos portugueses foram buscar o credito que concederam? ah aos bancos europeus que afinal nao estao tao mal porque os mercados imobiliarios também estao estaveis, com excepcao de (e cito): "Reino Unido, Irlanda e Espanha"...pois deve ser por isso que os bancos de hipotecas e de ratalho na Dinamarca, na Belgica, na Holanda e outros paises que nao tem qq problema do mercado imobiliario estao em falencia e a serem comprados pelo estado. Ah...ok ja percebi...os bancos emprestam uns aos outros. Ou seja o mercado imobiliario espanhol, quica para ser financiado ao nivel das Cajas de Ahorros, por exemplo, tem diheiro em balanço no passivo que veio de bancos de outros paises europeus...ah, ok. Mas e a questao de 1 milhao de euros (ja nao sao dolares...): estes bancos sao de investimento, com modelos de negocios totalmente enganosos, ou pelo contrario sao bancos de retalho com bases de activos que teoricamente suportam todas as crises?

Talvez, haja uma declaracao de interesse a fazer da minha parte: nao trabalho para um banco de retalho, mas o banco tem activos. Nao é de investimento, mas faço investment banking. Nao é um novo paradigma porque ter 7 geracoes a cuidar de dinheiro é mais que isso, é cultura. Mas quem sabe nao trabalho em breve para um banco de retalho e quem sabe se nao faco na mesma investment banking e quem sabe se nao continuo a achar que parecendo obvio que so este modelo subsistirá nao quer dizer em absoluto que esteja totalmente a salvo...antes fosse.




The thing...


Here it is...the thing.
Fingers crossed!




Friday, September 26, 2008

Um artigo para a historia...

FROM THE ACADEMICS:

 

Wall Street economists have mostly endorsed Treasury Secretary Henry M. Paulson Jr.'s plan, or a variation thereof.

 But almost 200 academic economists -- who aren't paid by the institutions that could directly benefit from the plan but who also may not have recent practical experience in the markets -- have signed a petition organized by a University of Chicago professor objecting to the plan on the grounds that it could create perverse incentives, that it is too vague and that its long-run effects are unclear. Sen. Richard C. Shelby (Ala.), ranking Republican on the Budget Committee, brandished that letter yesterday afternoon as he explained his opposition to the bailout outside a bipartisan summit at the White House. The petition did not advocate any specific plan, including that offered yesterday by House Republicans.

 Economists tend to agree that the nation's economy is at serious risk as the flow of credit threatens to freeze. Just yesterday, the interest rate at which banks lend to each other rose steeply, as it has every day this week, suggesting that lenders are hoarding cash. History shows that when this happens, a broad economic crisis can follow, for instance, the Great Depression and Japan's decade-long recession in the 1990s.

 "If nothing is done, the potential for these markets to seize up in a big way is definitely there," said Frederic S. Mishkin, an economist at Columbia University who was a Federal Reserve governor until last month. "When you look at the history of these crises, when things spin out of control, the cost to fix it later goes up exponentially."

 But many others with a deep theoretical knowledge of finance and experience in government are skeptical of the structure of Paulson's plan -- and the speed with which it has been crafted.

 The critics can be roughly divided into two camps. One group thinks money should be directly infused into banks, which should allow it to trickle down through the financial system to borrowers. A second group thinks the government should buy individual mortgages, thus helping ordinary Americans more directly, with the benefits trickling up to the banks.

 The plan promoted by Paulson and Fed Chairman Ben S. Bernanke is somewhere in between: buying up packages of mortgages and hoping that the benefits spread both up to banks and down to households. 

"The plan is a trickle-down approach from banks to Main Street," said Alan S. Blinder, a professor at Princeton University. "But if you reduce the flood of foreclosures and defaults" -- which he would have the government do by buying loans directly and then renegotiating the terms -- "it will make mortgage-backed securities worth more."

 That might help ordinary Americans but would be extremely difficult to administer. The government would have to make decisions on the foreclosure and resale of individual houses all over the country. Still, many economists with left-of-center political views favor some variation of this approach to the plan endorsed by Bush. 

"There is a kind of suggestion in the Paulson proposal that if only we provide enough money to financial markets, this problem will disappear," said Joseph Stiglitz, a Nobel Prize-winning economist. "But that does nothing to address the fundamental problem of bleeding foreclosures and the holes in the balance sheets of banks." 

Coming from the other direction, more conservative economists worry that by having the government buy mortgage securities, the Paulson plan would manipulate prices in that market without getting at the nub of the problem: that banks do not have enough capital and are having difficulty raising any on private markets.

 

In a sign of how the debate over the economy has shifted in recent weeks, some conservatives, even as they argue for a relatively limited government role, are calling on the government to invest public money in private banks.

"The root of the issue is recapitalizing banks," said Glenn Hubbard, dean of Columbia Business School and a former chairman of President Bush's Council of Economic Advisers. "That could be done more efficiently through the government injection of preferred equity. Then the market could figure out the prices of the assets."

Many of these critics don't care for the assumption behind the administration's plan that the market is now pricing these mortgage securities incorrectly, a problem that the government intervention aims to fix.

"The premise appears to be that the market is irrationally pessimistic," wrote Greg Mankiw, a Harvard University economist and another former Bush economic adviser, on his blog this week. "That might be so. Nonetheless, one has to be at least a bit skeptical about the idea that government policymakers gambling with other people's money are better at judging the value of complex financial instruments than are private investors gambling with their own."

Some conservatives are now arguing, notably, that the government should be investing in banks.

Many economists fault the Bush administration and Congress for moving so quickly on the bailout package without allowing more time for debate. That sentiment was reflected in the petition organized by John Cochrane of the University of Chicago. (None of the economists quoted here were signatories.)

"I totally disagree that this needs to be done this week. It's more important to get it right," Blinder said.

Moreover, some economists said the proposed $700 billion may not be enough to address all the problems stretching across the financial landscape. "You only show up if you can win, and this is not that package," said Simon Johnson, a professor at Massachusetts Institute of Technology and former chief economist at the International Monetary Fund. "This cannot be the ultimate, decisive solution if you are not addressing the underlying cause."

The plan is short on details, instead giving the Treasury secretary wide latitude to determine how to execute the purchases of mortgage securities.

 "I'd like to see how they see the evolution of an end game. There are still many questions," said Myron Scholes, a retired professor at Stanford University and Nobel Prize winner. He said how long the government holds the assets and how they are later resold would be the keys to determining whether the plan works.

Nao estava a ser assessorada...pela Goldman?

Washington Mutual "resgatado" pelos reguladores

A última vítima da crise financeira é o Washington Mutual (WaMu) que teve que ser "resgatado" pelos reguladores, depois de ter visto a notação financeira revista em baixa para "junk" (o nível mais baixo) e a cotação das acções ter afundado.

 

 

A última vítima da crise financeira é o Washington Mutual (WaMu) que teve que ser “resgatado” pelos reguladores, depois de ter visto a notação financeira revista em baixa para “junk” (o nível mais baixo) e a cotação das acções ter afundado.

 

O WaMu foi encerrado pelo Escritório de Supervisão Económica e entregue ao controle da Agência Federal de Seguradoras de Depósitos (FDIC).

 

A instituição enfrentava 19 mil milhões de dólares em perdas e colocou-se à venda ma semana passada. O agudizar da crise nos últimos dias levou o WaMu a “colapsar” também, depois do Lehman Brothers ter sido obrigado a pedir falência, do Merrill Lynch ter sido comprado pelo Bank of America e da American International Group (AIG) ter recebido uma injecção de emergência da Reserva Federal.

 

O WaMu detinha cerca de 2.300 agências e 182 mil milhões de dólares de depósitos de clientes, no final de Junho. A instituição possuía 310 mil milhões de dólares em activos, o que a torna a maior falência da banca comercial nos Estados Unidos, de acordo com a agência Bloomberg.

 

Nos últimos 12 meses, as acções do WaMu cairam 95%. Apenas esta semana, o título recuou 60,2%. O banco estimava perdas de cerca de 19 mil milhões de dólares nos próximos anos.

 

A demonstrar o agudizar da situação a Standard & Poor’s cortou a notação financeira do banco duas vezes em nove dias, situando-se agora em “CCC”, ao ver as hipóteses de solução do seu problema diminuírem pois nenhum acordo de aquisição foi alcançado. A Fitch Ratings e a Moody’s cortaram a notação do WaMu para “junk” este mês e têm “ratings” respectivos de “BBB-“ e “Ba2”.

 

Os rumores de agravar da situação do banco levaram os clientes a resgatar 16,7 mil milhões de dólares desde 15 de Setembro, o que deixou a instituição numa situação difícil. De acordo com a agência Bloomberg, as agências do banco vão estar abertas hoje para que os clientes tenham acesso total a todas as suas contas.

 

Já na última semana, surgiram rumores em torno de uma eventual aquisição do banco depois de o JPMorgan, o Citigroup, o Wells Fargo, o Banco Santander e o Toronto-Dominion Bank demonstraram o seu interesse em comprar a instituição, de acordo com fontes próximas do processo

 

Após este desenvolvimento a JPMorgan chegou a acordo para a compra dos depósitos do WaMu, tornando-se o maior banco norte-americano por depósitos. A aquisição da rede de agências deu-se foi por um valor de 1,9 mil milhões de dólares.

 

Recorde-se que, em Março, o WaMu rejeitou uma oferta de aquisição do presidente executivo do JPMorgan.

Thursday, September 25, 2008

Fumo branco? Habemus Planuum?

Instead of receiving the entire sum at one time, Treasury will receive the money in installments, with $250 billion in bailout funds available immediately, the Wall Street Journalreported. Lawmakers also said the deal calls for the government to receive stock warrants of participating companies, the Journal said.

Voando sobre um ninho de cucos...

Os EUA tem em maos um problema bicefalo grave.

Por um lado tem que acudir a uma situacao que se gera em Wall St.  mas que tera como palco de reproducao todo o mundo, sem que possam dizer que se solucionarem o tema o farao em nome de todos.

Por outro lado ao nao poderem faze-lo (e a terem que justificar-se unicamente perante si prorpios e sem o apoio do resto do mundo)  estao claramente em posicao para serem criticados por quem mais desejou poder estar nesta situacao: Chavez, Castro, Morales, Lula, etc.

É uma especie de WWII mas em que foram os EUA quem foram alvo de ataque, e foram os EUA quem iniciou a Guerra, pelo que nao ha quem possa fazer de... EUA para os EUA.

Fim do Neo-liberalismo?
Sim, pelos canones de quem ve no discurso do Presidente Bush uma vitoria do socialismo intervencionista do estado na Economia. Afinal, dirao os poucos que restam nas montanhas dos Urais, nos tinhamos razao e havia que regular, regular, regular...ou seria que diriam controlar?

Nao, se entendermos bem o que esta em causa, o que ha que fazer, o que nao se pode fazer em qq circunstancia e sobretudo que ilacoes tirar de tudo o que se passa, ja nao so pelos numeros, mas também e sobretudo pela estrategia e pela politica envolvente.

O que esta em causa? 
Todo o sistema financeiro e por sua vez um impacto historico a nivel economico a nivel global. Sim a economia americana esta na linha da frente, mas nao vai sozinha. Ninguem obrigou ninguem a comprar CDO's, MBS's o que lhe quisermos chamar na Europa, na Ásia ou onde seja. E se formos justos nao nos podemos escudar agora todos na falta de regulacao americana para justificar todos os erros de gestao que foram (Ainda sao???) cometidos nao so na banca de investimento que agora virou Darth Vader do capitalismo, mas também da banca comercial que entretanto se torna uma das esperanças da Republica, ao estilo Princesa Leia, sem que (eu pelo menos) se reconheça que nao esteja tao ou pior maltratada que o nosso inimigo mas recente a respirar por uma mascara que Paulson lhe tenta dar.

O que ha que fazer?
Bem, George W. diz coisas que alguem lhe escreve e que fazem sempre algum sentido. Se ha armas de destruicao massiva no Iraque temos de eliminarlas. Se ha problemas graves no funcionamento do sector financeiro temos que resolverlos. A pergunta de 1 milhao de dolares é: a primeira resolver-se-ia sempre com a guerra no Iraque? a segunda resolver-se-á sempre com um bailout puro e duro, sem direito a garantias para os contribuintes americanos de que tem o seu upside neste enorme investimento socializante?
Do meu ponto de vista: Nao e Nao. A primeira é fazer especulacao se me puser agora a discutir que deveria ter sido feito. Deixo isso para os historiadores e comentadores politicos. A segunda tem mas premencia e deve ser bem entendida: há que reequilibrar o balanco destes instrumentos que estao no centro da crise, com o necessario retorno que se exige a qualquer investimento quando se faz no privado. Por isso bailout sem ter uma participacao nas empresas nao pode fazer sentido porque nao equilibra o jogo de riscos e incertezas, e só tende a ser um jogo de azar com muito moral hazard à mistura.

O que nao se pode fazer em circunstamcia alguma?
Bom, exactamente um bailout sem ser escrupoloso.
Eu nao tenho nenhuma razao a parte da que é obvia na critica que faco do mau uso dos referidos instrumentos financeiros que possa apontar a Henry Paulson, agora obreiro da reconstrucao das cinzas do mercado de Wall St e mundial, se antes o mesmo Paulson foi durante mais de 25 anos socio da... Goldman Sachs! Mas posso criticar que nao se possa saber ao detalhe como se fara esta intervencao, quanto mais nao seja porque os defensores da economia verdadeiramente liberal (e nao liberalista) nao querem mais bailouts nos proximos....100.000 anos!

Que ilacoes tirar?
Bem que ha muita regulacao que nao existiu e devia ter existido parece mais que unanime. é algo terrivelmente estupido de nao se ter feito e pensado antes. nao era necessario termos chegado aqui. Que mais? pois eu quero ver como irao os americanos investigar a parte politica por detras de mais este escandalo...A enron nao caiu so pelos passivos fora de balanco. Caiu por outras razoes que nao interessavam saber apesar de as comissoes americanas sempre darem alguma pista.

Espero que o FBI faca o mesmo e que pelo menos possamos saber quem, se alguem, nao tera beneficiado deste mundo de tao maus vicios que agora parece ter morrido e estar revestido da capa negra do Cavaleiro das Trevas.

Esperemos ate novos desenvolvimentos.

P.S.: por favor nao faca isso Se. McCain e nao deixe de debater com a desculpa que de manha tem de estar em Washington a ouvir - repito ouvir - o que os demais tem para dizer.


Explicou??????

Bush Explains Bailout Plan 9/24/2008

In a televised address, President Bush explains the current economic crisis and his proposed financial rescue plan, saying "America could slip into a financial panic and a distressing scenario would unfold" if Congress doesn't act immediately. (Sept. 24)

Wednesday, September 24, 2008

Nao gosto de ter razao, mas se Buffet diz que é guerra é guerra mesmo!

Noticia do Negocios.pt

Buffett chama à actual crise financeira um "Pearl Harbor económico"

Warren Buffett, um dos mais conhecidos "gurus" dos mercados, apoia Henry Paulson, o secretário de Estado do Tesouro, na proposta que tem como objectivo dar um novo impulso ao sector financeiro, abalado por uma crise à qual o investidor chama o "Pearl Harbor económico".

 “Os mercados não teriam aguentado mais uma semana”(bold affirmation literaly speaking), como a última, segundo Buffett, em declarações à CNBC, citadas pela Bloomberg, um dia depois de ter anunciado que vai adquirir uma posição avaliada em 5 mil milhões de dólares no capital do Goldman Sachs. “Penso que terá sido a última coisa que Paulson pretenderia fazer, mas não há ‘Plano B’ para isto”.

 O multimilionário considera que o plano de Paulson, que visa injectar 700 mil milhões de dólares no sector financeiro dos EUA, é “absolutamente necessário”. A proposta continua a ser debatida no Congresso e tem vindo a ser alvo de duras críticas. 

Buffett acrescentou que investiu no Goldman Sachs porque “o preço era certo, os termos eram certos e as pessoas eram certas”.

 Numa entrevista telefónica ao referido órgão de comunicação social, o conhecido investidor adiantou que gosta de "apostar em cérebros" e chamou o Goldman de melhor empresa em Wall Street.

 No entanto, o milionário sublinhou que não teria feito este investimento, neste momento, se ele não estivesse confiante de que o Congresso fará a "coisa certa" e, como tal, aprovar o plano para estabilizar o sector financeiro de Paulson. Elogiando o trabalho do actual secretário, Buffett recomendou que o próximo presidente o mantenha como secretário do Tesouro.

 Buffett referiu à CNBC que o sistema financeiro esteve à beira do colapso, na semana passada, antes de Paulson e Bernanke anunciarem o referido plano. O milionário alertou ainda para o facto de a actual crise ser um problema de todos e não apenas de Wall Street, com os mercados numa "situação muito, muito difícil". 

Buffett também afirmou que a Berkshire tem estado, e provavelmente vai continuar, interessada em alguns activos da AIG.

Revisado y Chequeado pelo Professor


O meu antigo professor de Economia Publica, acaba de confirmar o que adiantava ontem sobre o que significa de impacto para os contribuintes e investidores a situacao que vivemos.

Fait attention:

Ontem, em declarações à imprensa nas Nações Unidas

Cavaco Silva: crise financeira "quase de certeza vai atingir os portugueses" 

24.09.2008 - 10h52

 

Cavaco alerta que o acesso ao crédito será dificultado e mais caroO Presidente da República, Cavaco Silva, considerou ontem que o mundo inteiro sofrerá com a crise financeira com origem nos Estados e alertou que "quase de certeza vai atingir os portugueses".

 "Aqueles que sofrem esta crise financeira estão espalhados pelo mundo", disse Aníbal Cavaco Silva, em declarações à comunicação social durante a sua visita à sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

 "Não só porque têm menos acesso ao crédito, [mas também porque] pagam taxas de juro mais elevadas", justificou.

 O Presidente da República avisou que esta crise "quase de certeza, vai atingir os portugueses" e prometeu aprofundar este assunto "depois de ouvir aqueles que têm uma responsabilidade no sistema financeiro mundial."

 "Todos pagam uma factura, não são só os contribuintes norte-americanos. A minha preocupação volta-se para aqueles que são as vítimas", disse.

 Amanhã, Cavaco Silva visitará Wall Street, a bolsa de Nova Iorque, onde será recebido pelo seu presidente, Duncan Niederauer, que lhe oferecerá uma estatueta com o símbolo de Wall Street (um touro e um urso), tocará o sino que indica a abertura oficial da sessão, assinará o livro de honra, e ainda terá oportunidade de vislumbrar a bandeira portuguesa hasteada à porta daquela instituição.

 "A Wall Street é o epicentro do ciclone financeiro", afirmou o chefe de Estado português, acrescentando que tem a sua ideia sobre aquilo que falhou: "Os reguladores, os supervisores, bancos centrais, a invenção que se fez de produtos financeiros".

 "Permitiram-se todas as invenções. De tal forma que, agora, nem se consegue descortinar o que é que está dentro dos vínculos financeiros que foram inventados. Os produtos são tão complexos, nem os próprios reguladores entendem o que está dentro desses produtos", sublinha.

 O Presidente considerou que os líderes mundiais não podem deixar de discutir este assunto. "Mas já existe uma cooperação entre instituições financeiras internacionais. O Banco Central Europeu já foi chamado e tem colaborado na cedência de liquidez em grandes montantes. Vamos ver com é que o sistema reage à proposta que está a ser discutida entre a Administração norte-americana e o Congresso", explica, sublinhando "que estão 700 biliões de dólares (480 mil milhões de euros) em discussão, seis vezes o produto interno português."

 "Mesmo assim, há quem diga que não chega, que tem de ser um trilião... mostra bem a dimensão desta crise e há, com certeza, responsáveis," disse.

 No entanto, o Presidente da República assegurou não acreditar que esta crise signifique a falência da economia de mercado. "Funciona se houver uma regulação. Não podia funcionar segundo uma regra geral da mão invisível. Por isso é que existem entidades reguladoras, por isso é que existe responsabilidade dos governos. Alguém disse, a democracia é o pior dos regimes, excepto todos os outros; a economia de mercado é a pior, excepto todas as outras", afirmou.

Japan strikes back


Nomura fica com Lehman na Europa e na Asia
Mitsubishi bank com 20% da Morgan Stanley

Commander Han Solo is now in charge...with more widened eyes! :)


O Regresso de Jedi


Buffett Deal at Goldman Is Seen as a Sign of Confidence 

Warren E. Buffett’s announcement that his Berkshire Hathaway would buy $5 billion in preferred shares of Goldman Sachs heartened investors.

Tuesday, September 23, 2008

Irmaos de sangue


A cosanguinidade nao importa na hora de sermos Amigos. Isso é um facto. Mas importa na hora de dizermos a um Amigo, és "como um irmao" sem que jogues palavras fora. 

Para estes dois nao o faço.

So queria que soubessem...para quando lerem. :)


Leopoldina is on Wall St

Fantastico mundo novo onde ha reis princesas dragoes, herois de BD e muitas emocoes...
bancos bancos é em Wall St onde tudo tem mais fantasia...Bancos Bancos sao a nossa maior alegria!

Noticia do diario economico

Para terem acesso aos depósitos 2008-09-23 16:17

Morgan Stanley e Goldman Sachs querem comprar bancos regionais

O (nota: os jornalistas insistem em chamar o que querem e definir o sujeito como querem...nao seria... A?)

Morgan Stanley e o Goldman Sachs poderão anunciar mais negócios aos 81 mil milhões de dólares (55 mil milhões de euros) em operações de serviços financeiros que efectuaram durante a semana passada devido ao facto de se terem convertido em bancos comerciais, e os peritos notam que o seu objectivo passará agora pela compra de bancos regionais para acederem aos depósitos destes.

Segundo o analista da JPMorgan Steven Alexopoulos, citado pela Bloomberg, os bancos regionais irão, provavelmente, ser ‘devorados’ pelos bancos maiores.

O (ah...ja sei...é que agora vai chamar-se Bank MS, é isso - bolas Jornalistas 1 - BFCB 0) 

Morgan Stanley, um dos dois maiores bancos de investimento norte-americanos que

continuavam independentes até terem mudado de estatuto para passarem a ser bancos comerciais, planeia vender uma participação de até 20% no seu capital ao maior banco do Japão, o Mitsubishi UFG Financial Group, por 8,4 mil milhões de dólares (5,69 mil milhões de euros), com o objectivo de aumentar o seu capital. Por sua vez o Goldamn Sachs anunciou que o seu novo estatuto de banco comercial o vai ajudar a comprar activos, podendo, para esse efeito, aumentar o seu capital.

"Se encontramos activos atractivos, podemos aumentar o capital com o objectivo de sermos capazes de os comprar", disse o porta-voz da instituição, Lucas van Praag, acrecentando que o Goldman Sachs não tem, para já, esse objectivo.

(boa!!!! nao era assim antes? devia!)

Recorde-se que as quedas dos mercados accionistas dos últimos dez dias, levaram o Lehman Brothers à falência, outrora o quarto maior banco de investimentos norte-americano, e estiveram na origem da aquisição do Merril Lynch pelo Bank of America. (recordo-me de ouvir falar disto...)

Os especialistas notam que estas ocorrências contribuíram para que o sector dos serviços financeiros ultrapassasse a indústria mineira, no que respeita ao número de fusões e aquisições, este ano, de acordo com dados tratados pela Bloomberg.

“Estamos a assistir a negócios que são altamente oportunistas e arranjados à última hora, e nos quais os alvos se encontram com dificuldades(finalmente alguem diz a verdade... quem é este?)

disse à agência noticiosa Marco Boschetti, especialista na empresa de consultoria Towers Perrin.

Na mouche! Try for Krugman...Krugman/Dodd 5 - Paulson/Bernanke 3

Ok, o senador democrata Dodd ja tinha anticipado o que parecia obvio para todos os que estamos a seguir este novo reality show americano "Bailout" onde os politicos da administracao Bush tentam escapar à crise mais negra da historia: nao se deve fazer bailouts porque sim e sem garantias.

O estado nao pode simplesmente ser o que os privados nao aceitam correr o risco de passar a ser. Ou seja, os varios cenarios de compras, fusoes, aumentos de capital que ao longo dos ultimos meses foram sendo lançados na imprensa como consequencia da procura incessante das instituicoes financeiras americas altamente debilitadas pelos activos imobiliarios de baixo (ou nenhum) valor cairam por terra porque...os potenciais investidores/ compradores nao obtinham garantias que cubrissem o risco que tomariam, e por sua vez da rentabilidade que necessariamente tem que conseguir...sim porque ainda vivemos numa economia onde se se assume risco é porque há algo a ganhar (bem talvez agora com as restricoes no trading de commodities esta axiologia economica seja mesmo para vigorar sem mais truques, mas adiante!).


Paulson fez o correcto, sejamos justos na devida proporcao (dai o pontape de penalidade convertido e os tres pontos para a equipa P/B): resguardar o que ninguem quer cobrir, para que esses mesmos nao venham a nao poder-se cobrir a eles proprios de algo que seria muito negro para todos a nivel global e nao so nos EUA. Sim nao so nos EUA.

Mas há que faze-lo com garantias. O estado nao pode em nenhum sitio do mundo fazer bailouts porque sim. Sem mais. Estava na cara que teria que ter uma compensacao e que essa compensacao nao fosse simplesmente um retorno (potencial) de um pagamento no futuro sem garantias que esse pagamento seja uma perda irrecuperavel dos contribuintes americanos.

Ou seja poderiamos estar no limite a fazer um bailout de todos os erros de gestao cometidos, por muitos que cumprem religiosamente com todas as suas obrigacoes...e ate ao mesmo tempo ajudando a salvar as economias de outros paises, diriam os contribuintes americanos e com razao.

Classico moral hazard...ainda assim nao tao claro no momento de decidir. Que fara o congresso? pois parece que se estara a chegar a uma solucao de consenso, como tem de ser, mas fica por verificar qual o nivel do consenso, ou seja, qual o nivel do "brownie" que toca (ou nao, ate pode ser um doce "cheesecake") ao contribuinte americano.

Atençao Senadores McCain e Obama...it's the economy, stupid!

Post do Prof. K sobre o que realmente esta em causa...

Balance sheet baloney

There’s a turn of phrase I hate in the current discussion, because it sounds smart and serious but is in fact a complete evasion of the key issue. And I’m sorry to say that Ben Bernanke uses it in today’s testimony:

 

More generally, removing these assets [i.e., toxic mortgage-related waste] from institutions’ balance sheets will help to restore confidence in our financial markets and enable banks and other institutions to raise capital and to expand credit to support economic growth.

 

“Removing these assets from institutions’ balance sheets” — what an evasive phrase.

 

I mean, any bank that wants to remove toxic assets from its balance sheet can do it at a stroke — just declare them worthless, and poof! they’re gone. But of course, that would reduce confidence and capital, not increase it — and that’s not what Hank and Ben are talking about. They’re talking about turning the assets over to Uncle Sam, and getting cold hard cash in return. And then the question is how much cash they get in return. It’s all about the price.

 

Now, if the price Treasury pays is very low — anything comparable to what financial institutions are able to sell the stuff for now — it’s going to do nothing for confidence and capital. If the price is high, confidence and capital will improve — but taxpayers may well take a big loss. The premise of the Paulson plan– though never stated bluntly — is that these assets are hugely underpriced, so that Uncle Sam can buy them at prices that help the financial industry a lot, without big losses for taxpayers. Are you prepared to bet $700 billion on that premise?

 

But how can we help the financial situation without making that bet? By taking an equity stake. That way, if it turns out that the feds are pumping money in at above-fair prices, at least they get ownership, just as a private white knight would have.

 

There is no, repeat no justification for refusing to grant equity warrants that provide some taxpayer protection. This is, for me, an absolute deal or no-deal point.

Wow!!!!! Camon Mr. Sheik...bring your petrodolars!

Noticia do Negocios.pt


Petróleo em queda depois da maior valorização de sempre

O petróleo seguia a negociar em queda, pela primeira numa semana, depois de ter registado a maior valorização de sempre, ao subir mais de 25 dólares por barril, e no dia em que se fala de uma possível criação de legislação para a especulação no mercado de matérias-primas.


 

 

O petróleo seguia a negociar em queda, pela primeira numa semana, depois de ter registado a maior valorização de sempre, ao subir mais de 25 dólares por barril, e no dia em que se fala de uma possível criação de legislação para a especulação no mercado de matérias-primas.

 

O West Texas Intermediate (WTI), em Nova Iorque seguia a desvalorizar 1,40% para os 107,85 dólares, e em Londres o Brent do mar do Norte, que serve de referência à economia europeia, negociava nos 104,45 dólares ao perder 1,50%.

 

No dia de ontem, no mercado nova-iorquino, a matéria-prima registou a maior subida de sempre, ao avançar mais de 25 dólares por barril, o que corresponde a uma valorização superior a 24%.

 

Esta valorização foi impulsionada não só pelas queda do dólar face à divisa da Zona Euro, mas também com o fecho de posições curtas por parte dos investidores uma vez que os contratos de Outubro expiravam ontem.

 

As cotações estão hoje a corrigir da forte valorização de ontem mas estão também a ser pressionados pelas expectativas de que a economia norte-americana não vai escapar a uma recessão económica, o que poderia levar a uma redução da procura.

 

No dia de hoje foi conhecido que os legisladores norte-americanos poderão incluir no plano que está a ser feito para salvar os bancos do país, uma legislação para controlar a especulação no mercado das “commodities”.

 

“Eu sei que alguns membros do Congresso estão a trabalhar de forma a incluir legislação sobre a especulação nos mercados financeiros” no plano que está a ser criado para salvar os bancos norte-americanos, afirmou Bart Chilton, comissário da Commodity Futures Trading Commission (CFTC), segundo a Bloomberg.

Monday, September 22, 2008

Makes sense...

Noticia da Bloomberg

Dodd Proposes Giving U.S. Equity Stake for Bad Debt (Update2)

By Dawn Kopecki and James Rowley

 

Sept. 22 (Bloomberg) -- Senate Banking Committee Chairman Chris Dodd offered an alternative today to the Bush administration's financial rescue plan aimed at giving the U.S. Treasury an equity stake when it helps companies burdened by debt.

 

Dodd, a Connecticut Democrat, is circulating a draft of his bill as Congress seeks to deal with a financial crisis that has been called the U.S.'s worst since the Great Depression.

 

The Bush administration is proposing a $700 billion plan to buy devalued assets from investment firms to keep the financial system from coming to a halt. Democrats have pledged to act quickly on the measure, even as they seek to create an oversight structure, limit the compensation of executives at the companies benefiting from the rescue and provide mortgage relief for struggling borrowers.

 

``We cannot just turn over $700 billion in taxpayer money and not insist that that taxpayer is going to be protected in this,'' Dodd told reporters yesterday.

 

Treasury Secretary Henry Paulson has urged Congress to pass legislation without delay and without linking it to new programs.

 

``We need this to be clean and quick, and we need to get it in place,'' Paulson said yesterday in an interview with ABC News.

 

Equity Stake

 

The legislation requires Treasury to take an equity stake equal to the purchase price of the assets being bought. If the company isn't publicly traded, the government would take senior debt instead, placing it in the front of the line of debt holders for repayment in the event of a bankruptcy.

 

Dodd's proposal also would create a five-member oversight board to supervise the Treasury secretary's purchase and sale of distressed mortgage debt.

 

It would consist of the chairmen of the Federal Reserve, Federal Deposit Insurance Corp. and the Securities and Exchange Commission as well as two members from the financial industry designated by congressional leaders.

 

The board would be authorized to set up a so-called credit review company consisting of Treasury employees to study the soundness of the purchases. Under the plan, the government would be required to obtain an equity stake equal to the value of the debt that is purchased from the companies, including those whose shares are not publicly traded. The Treasury secretary would also be required to issue weekly public reports on the amount of assets bought and sold by the U.S.

 

Penalize Executives

 

Dodd is proposing to penalize executives who take ``inappropriate or excessive'' risks. The executive compensation and severance packages could be reduced if that is ``in the public interest,'' the proposal says. It would also force executives to give back profits they earned that were based on company accounting measures that are later found to be inaccurate.

 

Republican presidential candidate John McCain, who has supported giving shareholders a bigger say in executive compensation in the past, said today that taxpayers shouldn't foot the bill for ``golden parachutes'' for officers of companies that have crumbled in upheaval on Wall Street.

 

``The senior executives of any firm that is bailed out by Treasury should not be making more than the highest paid government official,'' McCain said at a campaign event in Scranton, Pennsylvania.

 

The president is the highest paid federal official, with a salary of $400,000 a year.

 

U.S. Representative John Campbell, a California Republican and a member of the House Financial Services Committee, said that while he supports the Treasury proposal, he's willing to consider the creation of an oversight board and executive-pay limitations.

 

Committee Republicans plan to meet later today to discuss the issue, Campbell said.

 

``I don't think we have a lot of choice,'' Campbell said. ``And the consequences of doing nothing are unconscionable.''