
Greenspan é apontado por muitos como um dos principais causadores deste momento em que por exemplo além da falida Lehman Brothers (casa de prestigio mundial com mais de 150 anos de historia na banca de investiemnto), a maior de sempre com um valor de mais de 400 mil milhoes de Euros/ 600 mil milhoes de USD também a seguradora AIG (lider mundial ate esta altura), ou o retalhista Washington Mutual estao também em complicadissimos processos de sobrevivencia finaceira.
Mas como pessoa que toda a minha vida trabalhou no universo da banca de investimento, que desde pequeno creceu ouvindo falar de grandes potencias como Goldman Sachs, Merril Lynch, Morgan Stanley ou a propria Lehman, para nao falar dos que hoje ja nao sao o headline mas que ainda ha meia duzia de semanas estavam também na crista desta onda avassaladora de descredito para a industria como sao o Citi ou a UBS, todo este cenário de cataclismo é sobretudo encarado com uma enorme tristeza.
O ano de 2007 foi sem qualquer duvida o ano dos recordes: maior numero de transaccoes, crescimento de economias a dois digitos em particular no Oriente, um aumento da complexidade dos instrumentos financeiros utilizados, enfim em suma um momento unico para quem como nós trabalha neste sector. Mas em Junho, dispara o alarme de incendio no sistema financeiro. A Bear Stearns tinha reconhecido pela primeira vez que o seu nivel de exposicao à chamada divida de alto risco relacionado com o credito à habitacao num mercado americano completamente esgotado, foi o gatilho que fez disparar um domino incessante que niguem ainda sabe quando terminará.
Deixarei a analise desse episodio, assim como as relacoes com o sr. Greenspan e a sua política monetária para outro post.

Hoje é dia de nao esquecer que o mercado financeiro é um ambiente duro e cruel, onde “you win some, and you lose some”, e neste momento estamos a perder seriamente. Todos. Ontem os mercados financeiros cairam todos em media mias de 3% so num dia. Foi a pior sessao desde o fatidico 11 de Setembro. É demasiado.

Que mais estará para vir? Bem parece consensual que mais bancos de investimento terao que se nao falir, pelo menos encontrar caminhos solidos para uma reestruturacao que convença as autoridades de que os seus racios de endividamento (a rondar as 25x, quando o caso mais grave da Bear Stearns nao estava assim tao longe situando-se nas 32x) poderao ser reduzidos e os seus activos serem suficientes para compensar os passivos com exposicao aos CDO’s do subprime que infectam a quase todas as instuicoes bancarias americanas hoje em dia.
Desde Madrid, a situacao nao é melhor. A economia esta nas lonas, o desemprego esta prestes a retomar niveis de ha quase 10 anos, e as politicas parecem nao existir simplesmente.
Tal como nos EUA, o factor que dinamitou a economia espanhola foi uma bolha de especulacao imobiliaria desenfreada, um conjunto de oportunistas que viram no desertico territorio espanhol uma oportuidade de ouro para construir tantas casas que nunca num espaco de 5 anos se poderia com razoabilidade admitir vende-las na sua totalidade.
O IBEX foi o mercado que mais caiu na Europa ontem. As empresas espanholas estao a atravessar um momento de pagar pelos pecados que cometeram, obviamente com destaque para as Imobiliarias e alguns agentes do sector financeiro.
O consumo por outro lado esta obviamente afectado e poupanca parece ser uma palavra dificil de gerir por estes lados da península. A verdade é que se sente no ar um clima de pessimismo, nao comum a estas paragens nos ultimos 10 anos. Obviamente fala-se dos EUA, fala-se sobretudo de algumas imobiliarias em particular que ja assumiram as suas dificeis situacoes, “saindo do armario” (Martinsa, Colonial, Habitat, entre outras) mas a verdade é que os efeitos de medio prazo na economia espanhola estao no inicio.
Estamos pois perante um daqueles momentos decisivos, ja nao so porque nos EUA se decide uma vez mais entre optar por um caminho de redencao com o mundo ou de seguir na pegada George W., mas sobretudo porque o nosso modelo financeiro como o conhecemos sofreu uma infecçao tao grande que os medicamentos que se estao a utilizar sao ainda muito tenues e apenas tenta combater a inflamacao, sem que se vislumbre um antibiotico de largo espectro capaz de liquidar tanto foco de doença.
Noticia “Negocios.pt” sobre Alan Greenspan
Greenspan espera mais falências
Crises como esta acontecem "uma vez num século"
Alan Greenspan, antigo presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, afirmou ontem, ainda antes de ser conhecido o pedido de falência da Lehman Brothers, a maior falência de sempre nos Estados Unidos, que a actual crise financeira é provavelmente um evento de "uma vez num século" e que levará à falência de mais instituições.
Alan Greenspan, antigo presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, afirmou ontem, ainda antes de ser conhecido o pedido de falência da Lehman Brothers, a maior falência de sempre nos Estados Unidos, que a actual crise financeira é provavelmente um evento de "uma vez num século" e que levará à falência de mais instituições. O responsável proferiu estas declarações antes de serem conhecidas as notícias que dominam o dia de hoje. A Lehman Brothers foi obrigada a entregar pedido de falência depois de não ter encontrado um comprador que pudesse garantir a sua sobrevivência. No final da semana passada, o Bank of America iniciou discussões para levar a cabo esta aquisição, mas ontem acabou por anunciar a sua desistência. O Bank of America anunciou, posteriormente, a compra da Merrill Lynch. "Não posso acreditar que nós possamos ter um tipo de crise financeira de uma vez num século sem um impacto significativo na economia real globalmente, e penso que, de facto, é o que está em processo”, afirmou Greenspan em entrevista à ABC, citado pela agência Bloomberg. O antigo presidente da Fed avançou ainda que suspeita que "veremos outras grandes instituições financeiras falirem" mas isso não é necessariamente um problema. "Depende de como isso está a ser tratado e como as falências ocorrerem", sublinhou Greenspan em entrevista ao canal ABC e citado pela Reuters. "E, de facto, não devemos tentar proteger cada uma das instituições. O decorrer normal da mudança financeira tem vencedores e perdedores", acrescentou Greenspan. Questionado sobre se o governo deveria salvar a Lehman Brothers da mesma forma que fez com o Bear Stearns, Greenspan frisou que o governo está a tentar fazê-lo de forma diferente. O antigo presidente da Fed disse que “é muito claro que este é uma situação insustentável nos mercados financeiros." Para Greenspan a probabilidade de a economia escapar a uma recessão é de "menos de 50%." No final da semana passada, Greenspan defendeu que o governo não deveria recorrer a dinheiro dos contribuintes para resolver s situação da Lehman Brothers. O ex-presidente da Fed afirmou que a perda da confiança dos investidores na Lehman Brothers poderia ter melhor resolução por parte das empresas de Wall Street, sem qualquer ajuda financeira a nível federal. |
Noticia WSJ sobre Goldman e Morgan Stanley
Goldman, Morgan Now Stand Alone; Fight On or Fold?
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Morgan Stanley and Goldman Sachs Group Inc. have long had the nicest houses on the investment-banking block. Problem is, the rest of the houses are being torn down.
Lehman Brothers Holdings Inc.'s filing for bankruptcy protection andMerrill Lynch & Co.'s rushed sale to Bank of America Corp. put pressure on the two remaining major
Investors are getting nervous. In 4 p.m. New York Stock Exchange composite trading, Goldman shares fell $18.71, or 12%, to $135.50. Morgan Stanley shares lost $5.04, or 14%, to $32.19.
The debate over the future of the two firms illustrates the depths of concern facing Wall Street about how widely the housing downturn's ripple effects will be felt.
Investment banks, commercial banks and insurers all made bad bets that housing prices would stay firm. But the bets were unusually large and leveraged at investment banks such as Lehman, Merrill Lynch and Bear Stearns Cos., which was forced into the arms of J.P. Morgan Chase & Co. earlier this year.
Some think Goldman and Morgan Stanley -- no matter how well-managed by Chief Executive Officers Lloyd Blankfein and John Mack, respectively -- need to take drastic steps to avoid the same fate. That is because the firms' leverage and remaining real-estate and credit exposure could put their funding models at risk if conditions keep worsening.
Last quarter, Goldman and Morgan Stanley had leverage ratios of 24 to 1 and 25 to 1, respectively, more than commercial banks, but less than Lehman's peak earlier this year of 32 to 1 and Bear Stearns's 33 to 1 measure.
In an interview Monday on CNBC, Bank of
UBS analyst Glenn Schorr says the firms could reduce their risk profiles by merging with an investment-services banking company such as State Street Corp. or Bank of New York Mellon. But Mr. Schorr added that Goldman and Morgan Stanley have far less exposure to problem assets than Merrill and Lehman did.
The two banks likely will need to increase deposits either by acquiring a bank or selling to one, wrote Richard Bove, an analyst with Ladenburg Thalmann.
Others contend the two investment banks are well-positioned, a view likely to be heard on Goldman's earnings call Tuesday and Morgan Stanley's Wednesday. Both banks are expected to report positive earnings, despite estimated write-downs of $1 billion to $2 billion each.
"We are uniquely positioned to succeed in this challenging environment," Morgan Stanley's Mr. Mack wrote in an employee memo Sunday. Lehman's "very unfortunate" demise wouldn't materially hurt Morgan Stanley's results, he added.
Folding Morgan Stanley or Goldman into a large commercial bank could make for a safer company, but a less nimble one. "Burying yourself in a safe balance sheet" hasn't worked well because "it suppresses the talent," says Roy Smith, a finance professor at New York Universityand former Goldman partner.
Further, the pairing of investment banks and commercial banks wouldn't solve all of the woes of the financial-services industry. While Merrill will now have quick access to Bank of America's deposits, traditional commercial banks are being pummeled by rising delinquencies and defaults in commercial and consumer loans. Regulators are clamping down on these institutions, forcing them to raise capital and scale back lending.
Standard & Poor's Ratings Service cut Washington Mutual Inc.'s counterparty ratings late Monday, applying more pressure to the battered savings and loan.
WaMu responded that S&P attributed the downgrade to worsening market conditions and not any "material changes" in WaMu's financial condition.
As for Goldman and Morgan Stanley, their leverage ratios -- and profit potential -- could fall sharply, depending both on their choices and demands of regulators. Both are big commodities traders, but that business could suffer if they decide to combine with a big bank.
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