- Trata-se obviamente de uma informacao que é positiva relativamente à economia portuguesa e à sua capacidade de aguentar com o impacto a nivel imdeiato da crise.
- No entanto sabemos perfeitamente que a economia portuguesa tem um defice temporal de ajustamento relativamente prolongado pelo que este indicador deve ser tido em consideracao e analisado mas com muitissima precaucao e esperando que o mesmo va efectivamente piorar ao longo dos proximos 6 meses, à medida que a situacao das economias na UE se agrave (Em 2009 as previsoes apontam para quedas de PIB de 1,4% no Reino Unido, 1% em Italia, 0,9% em Espanha e igual na Alemanha), ou seja o nosso país ver-se-á afectado gravemente com um desfase temporal elevado no que se refere à alocacao de recursos e populacao activa.
Friday, November 28, 2008
(Des)Emprego
Thursday, November 27, 2008
Quick words, from the last days, on...
- BPP: Joao Rendeiro afinal ainda é funcionário publico (http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=342788)
- O pior ministro das financas segundo o FT(de que país será...lol) nao quer assumir que Portugal esteja em recessao... (http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=343030)
- Em breve "post"erei sobre um conjunto de temas que parecem hoje cruciais: Novo modelo de negocio de private equities; Public equity vs. Private equity; Obama; EU e o que necessitamos ter como ferramenta de politica; Relatorios do BdP, nomeadamente sobre supervisao do sistema financeiro portugues pelo FMI; politica economica e de educacao; desafios para os que querem ser os novos lideres.
Tuesday, November 25, 2008
As expected...

“A Comissão propõe que os Estados lancem planos de relançamento temporários e específicos, a aplicar de imediato”, lê-se na primeira versão de um discurso que Durão Barroso deverá tornar público amanhã e ao qual a AFP teve acesso.
Esta iniciativa, acrescenta o texto, “está prevista para um período máximo de dois anos (2009-2010), após o qual os orçamentos dos Estados-membros devem comprometer-se a corrigir a deterioração orçamental e voltar a médio prazo aos objectivos” de equilíbrio das contas públicas.
O executivo europeu sublinha que o Pacto de Estabilidade e Crescimento, que prevê um limite de três por cento para o défice público nos países da zona euro, não deve ser esquecido durante este período, mas deixa perceber que não irá punir os Estados que ultrapassarem estes valores, tendo em conta “as excepcionais circunstâncias” económicas. Em concreto, os Governos deverão dispor de um prazo mais alargado para corrigir os seus défices.
“O que Comissão está a dizer, grosso modo, é que em 2009 e 2010 vários Estados vão ter défices excessivos, mas depois terão de os corrigir”, explicou um diplomata europeu, que falou à AFP sob condição de anonimato.
Bruxelas responde, assim, favoravelmente aos pedidos feitos por vários chefes de Governo, como foi o caso do Presidente francês e da chanceler alemã, para uma aplicação “mais suave” do PEC, dando margem de manobra aos Estados para responderem à crise.
Bruxelas sugere várias medidas
O texto a que a AFP teve acesso não revela o montante total deste plano, mas Barroso fez saber no último fim-de-semana que a iniciativa conjunta não seria “certamente abaixo” de um por cento do Produto Interno Bruto dos 27, ou seja, cerca de 130 mil milhões de euros.
Bruxelas propõe que os países avancem com medidas individuais, a par de um reforço dos fundos europeus, e lança algumas pistas sobre quais devem ser a prioridades dos Estados, seguidas já por alguns Governos.
A Comissão recomenda em particular medidas associadas à despesa pública, “que tem um impacto a curto prazo sobre a procura”, e aconselha os Estados a investirem em projectos de apoio às pequenas e médias empresas ou para as famílias “mais afectadas pela desaceleração económica”. A este propósito sugere “transferências reforçadas para as famílias desempregadas ou de baixo rendimento” ou ainda “um prolongamento temporário dos subsídios de desemprego”.
Bruxelas defende ainda a redução de impostos indirectos, como é o caso do IVA, a fim de “dar um impulso forte ao consumo”. O Reino Unido já anunciou que vai reduzir a sua taxa máxima de IVA de 17,5 para o mínimo europeu de 15 por cento, mas Alemanha e França contestam uma baixa generalizada dos impostos.
Noutras frentes, a Comissão propõe a redução dos impostos sobre os rendimentos, em particular para os salários mais baixos, e incentivos fiscais às empresas em energias alternativas. São igualmente apontadas medidas específicas para os sectores automóvel e da construção, entre os mais afectados pela desaceleração da economia.
A acompanhar este plano, surge um apelo ao Banco Central Europeu para que reveja em baixa a sua taxa directora, sublinhando que existe “margem para novas reduções”, consideradas essenciais para favorecer o crescimento.
Saturday, November 22, 2008
Há que dizer bem também
Friday, November 21, 2008
O ex-maior banco do mundo...
(in Cotizalia, WSJ)
Citigroup está considerando la venta de activos e incluso la venta de toda la compañía, según The Wall Street Journal. El consejo de administración del banco se reunirá hoy para discutir las diferentes opciones, según el diario. Las acciones de Citigroup, que ha presentado pérdidas de 20.000 millones de dólares durante los últimos cuatro trimestres, se han hundido un 50% esta semana. Ayer, la compañía se desplomó un 26% y el miércoles, un 23%. En lo que va de año, el derrumbe se sitúa en el 70%.
La venta de la totalidad de la compañía es sólo una de las opciones que estudiarán los ejecutivos del banco. Su consejero delegado, Vikram Pandit y otros ejecutivos de la compañía han manifestados que se sienten frustrados y confundidos por el duro golpe bursátil recibido esta semana.
Las acciones de Citigroup cerraron ayer en 4,71 dólares, su nivel más bajo en 15 años, pese al anuncio realizado ayer por el investor de Arabia Saudí, el Príncipe Alwaleed bin Talab bin Abdulaziz Al Saud, de que aumentará su participación en el banco hasta el 5%.
Además de la venta total del grupo, los ejecutivos estudian desprenderse de diferentes activos de la compañía, como Smith Barney. Asimismo, estarían considerando la posibilidad de fusionarse con un rival. En este aspecto, algunos analistas han dirigido sus miradas hacua Morgan Stanley y Goldman Sachs.
Cuidado Sra.Jornalista...
Tendo em conta a natureza do BPP e a sua dimensão, dificilmente o Banco de Portugal e o ministério poderão dar luz verde ao aval de 750 milhões. Daí terem procurado antes encontrar uma solução que resultasse na absorção da instituição por outra.
Se esta via falhar, admite-se que o BdP e as Finanças acabem por dar um aval, embora de menor valor, e mais adequado à dimensão do banco de João Rendeiro. Outra hipótese de salvamento pode passar pelo BdP, que, do ponto de vista legal, tem possibilidade de ajudar um banco em dificuldades (metendo lá dinheiro). Neste caso, o Governo indicará administradores provisórios para o BPP.
O belo adormecido acorda
22/10/08, 20:42
Os bancos portugueses vão precisar de uma recapitalização de 4,7 mil milhões de euros para ultrapassarem a crise financeira e atingirem um nível sustentável no rácio de Tier I, indicador que mede a solvabilidade de uma instituição, disse ontem João Rendeiro, presidente do Banco Privado Português.
Numa apresentação feita na Associação Portuguesa de Analistas Financeiros (APAF), João Rendeiro adiantou que, em Espanha, os bancos irão precisar de uma injecção de 39 mil milhões de euros para atingir o mesmo objectivo. O presidente do BPP acrescenta que será necessário ainda um aumento generalizado da dívida pública para financiar os planos de recuperação e de resgate dos bancos o que implicará uma subida das taxas de juro de longo prazo.
O custo médio fiscal líquido das recapitalizações do sistema financeiro deverá ser em média de cerca de 6% do PIB, mas no caso português o impacto será menor, sendo necessário 3% do produto, adiantou o presidente do Banco Privado Português.
João Rendeiro disse que os mercados financeiros deverão estabilizar no último trimestre deste ano e que os níveis actuais são 'um bom suporte para investimento a médio e longo prazo'.
Thursday, November 20, 2008
Governar...


«Durante estes dias ouvimos todas as escolas», bem como «o parecer e a visão sobre os problemas que temos pela frente de muitos conselheiros peritos», adiantou a governante, frisando que nesses encontros foram identificadas «três áreas com problemas».
Nao se poderia ter feito isto antes? Melhor nao se devia ter feito isto antes?
Como devem funcionar os governos de um ponto de vista razoavel: Primeiro ouvir as partes e depois decidir (independentemente de ser algo que todos acabem aplaudindo) ou decidir primeiro e ouvir depois e voltar a re-decidir em consequencia? É que se este fosse um tema virgem...mas nao é...
Uma das medidas aprovadas pelo Governo passa por permitir que os docentes avaliados possam ter avaliadores da sua área de ensino e não de outros como acontecia até agora.
Parece-me razoavel. Porque nao foi aceite antes?
A segunda área que mereceu alterações por parte do Executivo prende-se com a «excessiva burocracia» aliada ao modelo de avaliação de desempenho dos docentes, que «não faz sentido nem para avaliadores nem para avaliados», adiantou a titular da pasta da Educação.
Bom...nao entendo quem faz leis/ legislacao em que sector seja, e em pouco tempo reconhece que fez algo burocratico e que nao vale a pena. Porque nao foi feito antes de forma nao burocratica?
As alterações passam ainda por permitir uma diminuição da carga de trabalho dos professores, sobretudo no tempo necessário para o «preenchimento de fichas de registo de avaliação».
Noto aqui um problema de simplifcacao de procedimentos que das duas uma, ou era efectivamente excessivo antes, o que nos levaria à pergunta já feita nos dois pontos anteriores, ou se revela como um relaxamento pernicioso que nao entendo muito bem como se acaba por conceder. Gostava que me explicassem, como cidadao.
Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros extraordinário, Maria de Lurdes Rodrigues anunciou que os resultados escolares dos alunos deixarão de constituir um parâmetro da avaliação dos professores, por se ter constatado que este critério «revelou dificuldades técnicas e de aplicação».
Como? Queremos entao dizer que a avaliacao de um professor nao tem em minima conta os resultados dos alunos? Bem... sem mais informacao...nao entendo porque. Vamos admitir que a avaliacao que fazemos dos policitos, desportistas, banqueiros, empresarios, juristas, medicos, etc...nao depende dos resultados que produzem, directa ou indirectamente...por dificuldades técnicas digamos. Seria uma sociedade bem diferente. E se há dificuldades técnicas em muitas destas profissoes.
(Será que Carlos Queiroz se podera ver fora do comando tecnico da seleccao mesmo que perca todos os jogos que faltam ate ao final do apuramento para o Mundial?)
Entre as medidas de simplificação está ainda a redução do número de aulas assistidas de três para duas (33% que em todo o caso faz imenso sentido...espera algo me diz que isto nao é o fim...), que, ainda assim, só se realizarão por solicitação dos docentes(boa!!!! A avaliacao é feita neste parametro se o docente o pedir...excelente procedimentos neste ponto...espera algo me diz que nao acaba AINDA aqui...), apesar de serem imprescindíveis para a obtenção das classificações máximas(bom agora é que estou baralhado...sao imprescindiveis mas o docente é que sabe se as quer pedir ou nao? É erro da/o jornalista com certeza...ah ja percebi, os docentes nem querem ter notas boas, só más).
Depois deste recuo (???? Quem recuou???? Ah....ok recuar nao, mudar e ceder, ou reconhecer erros, ou fazer vontades, ou assumir disparates...bem o que for, nao interessa também do ponto de vista pratico, certo?), a ministra da Educação mostrou que o final do “braço-de-ferro” entre o Governo e os sindicatos quanto a este modelo de avaliação está agora dependente dos sindicalistas. (Espantoso...!!!!)
A governante fez saber ainda que, sexta-feira, vai reunir com os sindicatos para apresentar as alterações aprovadas pelo Executivo.(Bom principio dialogante...cheira-me que assim as coisas vao andar em Portugal no sentido de decidir, ouvir, voltar atras, decidir...nao sei quando termina. Vejamos se isto passará por exemplo com... o fenomeno NovAlcantara!!!!! Ou sera que nesse caso nao se ouvira mais ninguem?...Digo isso sem que esteja a defender nem os professores, nem quem esta contra a concessao atribuida à Mota-Engil...simplesmente se trata de uma reflexao).
(La piéce de resistance...)
No período de perguntas dos jornalistas, Maria de Lurdes Rodrigues sublinhou que o modelo não sai beliscado com as alterações agora decididas e frisou que o sistema de avaliação tem de ser aproximado daquilo que acontece nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
COMO ESTAVA ANTES NAO ERA E COM ESTAS ALTERACOES É ????? NAO POSSO CRER !!!!!!
Questionado pela TSF, o ministro da Presidência também presente na conferência de imprensa, rejeitou que na base das alterações ao modelo de avaliação dos docentes estiveram eventuais pressões politicas, inclusive do PS, para que o Governo recuasse.
Pedro Silva Pereira explicou que a simplificação anunciada resultou da experiência comprovada, já que o Governo esteve a avaliar nas escolas como é que o modelo estava a ser recebido e aplicado. (ok...parece-me um bom procedimento...mas há quanto tempo esta a decorrer esta experiencia? Nao creio que muito tempo...acho que se trata de uma medida que creio se aplicava a partir deste ano lectivo e com algumas matizes...seguramente estou mal informado...bolas!)
2 em 1...?


Ministra anuncia simplificação do modelo de avaliação dos professores
Hoje às 18:41
A ministra da Educação anunciou, esta quinta-feira, várias alterações ao modelo de avaliação de desempenho dos professores, no final do Conselho de Ministros extraordinário realizado esta quinta-feira para debater aquele polémico modelo
...
José Oliveira e Costa detido
Hoje às 18:26
José Oliveira e Costa foi, esta quinta-feira, detido por suspeita de burla agravada, falsificação de documentos, fraude fiscal e branquemento de capitais, na sequência de duas buscas domiciliárias feitas a uma quinta que o antigo administrador do BPN possui na zona do Cartaxo e a uma residência em Lisboa.
Um feliz Natal...ou talvez nao.

Ja comecou há muito a correria desenfreada para o apogeu da época natalicia.
Tuesday, November 18, 2008
Fado...

Perdonad mi ausencia del mundo bloguero, pero curro apierta! :)
Thursday, November 13, 2008
Post #100: Pas mal...
Vítor Constâncio diz que ainda não está confirmada uma recessão na Europa
O Governador do Banco de Portugal disse hoje que ainda não está confirmada uma recessão na Europa e que é uma apreciação enganadora pensar que o BCE falhou na estabilidade dos preços.
Cara e Coroa (in DN)
Cara...
Uma boa parte daquela verba foi canalizada para a Ergi, uma imobiliária brasileira que, até Dezembro de 2006, fez parte do universo de empresas ligadas à SLN. Ora, uma vez que só em 2008 o BPN assumiu a propriedade do BI, o volume de transferências indicia um financiamento encapotado do próprio BPN à empresa que pertenceu ao mesmo grupo. Mas, como oficialmente, o BI não era do BPN, as contas do primeiro não estavam reflectidas no banco português. Além da Ergi, o BI também transferiu dinheiro para outras empresas brasileiras.
Este tipo e operações terá em muito contribuído para o buraco no BI. Que, segundo uma carta da administração do BPN ao Banco de Portugal (de 2 de Junho de 2008), rondaria os 400 milhões de euros. Aliás, tal como Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal, afirmou na madrugada de quarta-feira na Assembleia da República.
[A] carta, feita pela administração de Abdool Vakil, que precedeu a de Miguel Cadilhe, revela ainda os accionistas da sociedade que controla o BI. A Insular Holdings está ligada à Mariziou Holdings. O BPN confirmou, então, que esta estava ligada à SLN. Por sua vez, os accionistas da Insular são, precisamente, José Vaz Mascarenhas, presidente do conselho de administração do BI, e os vogais José Luís Fernandes Lopes, Sérgio Centeio, Casimiro Taveira e João Gourgel. Os dois primeiros, segundo uma fonte liga à justiça de Cabo Verde, têm fortes ligações ao actual governo daquele país africano. Sérgio Centeio foi, aliás, ministro da Agricultura logo após a independência. Já José Luís Fernandes Lopes chegou a ocupar o sempre apetecido cargo de embaixador nos EUA.
...e coroa
"Os melhores cérebros não estão na supervisão"
Wednesday, November 12, 2008
Noticias deste dia 12 de Novembro

- O petroleo esta no limiar dos 50 USD...algo nao visto em 22 meses - bem parece obvio que em muitos meses antes nao tinhamos visto uma recessao nem muito menos uma deste calibre. Ainda assim a Agencia Internacional de Energia diz que se acabou o tempo do petroleo barato (cheira a Chavez aqui...nao?). Seja como for o mercado parece dizer à AIE que "its all about supply and demand baby, supply and demand baby!". Claro isto no curto prazo, porque no medio prazo de acordo com o que diz a AIE que considera que os consumidores pagarão uma média de 100 dólares por barril de petróleo ao longo dos próximos sete anos e mais caro a partir daí (200 USD em 2030). Afinal temos mais tempo para pormos a inovoacao ao servico das populacoes sem a pressao do incentivo mais eficaz que existe: dinheiro. Funcionará?
- O Euro atingiu um maximo historico frente à Libra de 0,8314 euros/libra. Por quanto tempo pergunto eu? Bem trata-se da consequencia normal de uma politica de juros mais agressiva do BoE, que quem sabe nao tera de ser seguida rapidamente pelo BCE, e obviamente da recessao que esta a afectar também rapidamente o Reino Unido por força do abatimento do mercado imobiliario britanico (ha que dar razao à economista-chefe, lá tem mais força);
- Paulson recua e deixa de utilizar dinheiro para comprar activos subprime e, ao invés, ajudar os bancos a recapitalizarem-se e assim continuarem a poder emprestar aos agentes.
Brown, Krugman, Roubini were all right

Pois o secretario Paulson veio reconhecer que o plano de bailout por compra de activos baseados no subprime imobiliario nao podia resolver nada do que afecta neste momento as economias pelo que haverá que transforma-lo em programa de recapitalizacao dos bancos e instituicoes financeiras para que estes possam seguir com as suas funçoes de prestadores de liquidez ao sistema.
Secretário do Tesouro dos Estados Unidos abandonou o plano de compra de activos tóxicos, pretendendo agora usar parte do dinheiro do Plano Paulson para estimular o crédito ao consumo.
“A falta de liquidez neste mercado [divida emitida sobre crédito à habitação] está a aumentar os custos e a reduzir a disponibilidade de crédito para compra de carro, para a educação e para consumo”, disse Paulson hoje em Washington, num discurso que marca uma viragem no plano que o próprio delineou logo após a falência da Lehman Brothers.
A falta de crédito está a “reduzir o número de empregos na nossa economia”, defendeu.
Este plano, conhecido por TARP – Troubled Asset Relief Program, tinha como principal objectivo reanimar o sector com a compra dos activos tóxicos que originaram a grave crise financeira, mas agora Paulson diz que a aquisição destes activos “ilíquidos” já não está a ser considerada.
O secretário do Tesouro está a explorar uma nova medida para reanimar o mercado de dívida hipotecária, que passa por utilizar uma parte do pacote de 700 mil milhões de dólares para “encorajar os investidores privados a regressarem a este problemático mercado”.
“A nossa perspectiva nesta altura é de que esta [compra de activos tóxicos] não é a melhor maneira de usar os fundos dos contribuintes”, disse Paulson, acrescentando que “vão continuar a ser examinadas que outras formas de compra de activos podem ter um papel importante”.
Dos fundos de 350 mil milhões de dólares já aprovados pelo Congresso dos EUA, apenas 60 mil milhões não foram aplicados por Paulson em medidas para ajudar os bancos norte-americanos.
Até agora Paulson tem resistido aos apelos de que este dinheiro seja utilizado para socorrer outros sectores, como o automóvel.
As coisas que se dizem


“Temos de analisar a possibilidade de alterar, em especial nos bancos maiores, os termos da supervisão, colocando equipas permanentes dentro das instituições principais. Este modelo existe em poucos países e tem os seus riscos, mas é algo que teremos de reflectir”
“A informação que recebemos era incompleta, chegava aos poucos e com relutância e com muita argumentação”...Pedissem mais, mais vezes, fosse tornada publica a mesma situacao, que se fizesse chegar onde se devia tal assunto. À Assembleia, ao Presidente. Ah, o Presidente nao porque eventualmente seria amigo de pessoas envolvidas? Teria sido o melhor teste à sua integridade como político, que nao só nunca porei nem pus em causa, como admiro e sempre admirei enquanto ainda primeiro-ministro. Seguramente ele nao teria permitido este chavascal.
Justificar-se nunca é boa opcao de argumentacao se nao há materia de facto que leve a que se possa faze-lo. Demitir-nos das nossas responsabilidades muito menos. Dizer que eventualmente por alguem ter sunegado a outros accionistas e membros do Conselho de Administracao informacao sobre fraudes isso significa e desculpa que o regulador nao tenha podido intervir é no minimo anedótico. De rir mesmo. O regulador nao faz, porque so o eventual criminoso é que sabia o que estava a fazer. Muito bem. Parabéns, assim nunca iremos combater a fraude. Apenas apanhar os "cacos" que a mesma provoca.
“Nada me pesa na consciência em termos de ter cometido qualquer acto ou omissão que tenha contribuído para esta situação do BPN com o desfecho que conhecemos. Por isso colho a sua sugestão de que me demita”, afirmou o governador em resposta às afirmações de Paulo Portas, que disse esta noite que Vítor Constâncio “devia sair”.Questionado pelo deputado do PCP, Honório Novo, se tem condições para continuar afirmou “Sim, acho. Porque tenho consciência daquilo que faço enquanto governador”.
Em Portugal temos de nos habituar ao fenomeno do accountability, a nao ter cargos "ad eternum", a ser responsaveis para connosco em primeiro lugar e depois com os outros que sao os nossos pares ao nivel da cidadania. Ninguem está acima da lei, obviamente, mas sobretudo alem disso ninguem pode estar inquistado num redoma de poder sem querer perceber se já passou o tempo suficiente para que estas coisas nao se passem. As novas geracoes precisam de exemplos. De lideres, de pessoas que com a sua vontade demonstrem que efectivamente sao exemplos a seguir. Este nao é o exemplo que quero que as geracoes que agora estudam o papel que deve ter o BdP, tenham nas suas cabeças.
O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, afirmou que os problemas dos quais se falavam anteriormente relativamente ao BPN “não punham em causa a viabilidade do banco” ao contrário do que aconteceu recentemente e levou à nacionalização do banco.
Perante a comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, Vítor Constâncio admitiu que o BPN “teve sempre os seus problemas”, mas as questões de que se falava “não punham em causa a viabilidade do banco”.
O responsável adiantou que mais recentemente, os problemas que assolaram o BPN e que ditaram a sua nacionalização eram de liquidez e de solvabilidade.
“O desfecho que teve o caso do BPN resultou de duas coisas” a primeira da “progressiva falta de liquidez para fazer face aos compromissos, apesar dos apoios especiais que lhe foram dados pelas autoridades” e em segundo houve um “problema de solvabilidade da instituição”.
Foram estes os “problemas que ditaram o desfecho que não têm nada haver com os problemas que ao longo dos anos foram identificados”, acrescentou Vítor Constâncio.
“A não ser que queiram um supervisor polícia, mas não é esse sistema que temos”, acrescentou. “Haverá sempre fraudes e corrupções e isso não é por haver falhas de supervisão”, salientou.
Monday, November 10, 2008
Less is beautiful...

A crise esta muito negra. Sobretudo para as industrias que mais fizeram por espalhar globalmente o advento do novo (entretanto semi-enterrado) sistema financeiro global.
Friday, November 7, 2008
Incrivel...ou talvez nao.
Mas o inacreditavel é a forma como se chega a este desiderato.
Felgueiras, foragida da justica para o Brasil evitando a prisao preventiva que se lhe aplicara, foi condenada por peculato de 17o euros, peculato de uso por utilizacao indevida de uma viatura e finalmente por abuso de poder num caso de loteamento mal gerido.
Bem de 35 crimes foi condenada em 3.
Inacreditavel.
Mas mais...Dizia Fatima Felgueiras que o juiz tinha dito que nao havia razao nenhuma para perda do mandato senao a propria lei.
Fabuloso.
Este processo e esta declaracao é o exemplo supremo do que é a politica nacional.
Assim sabemos que a justica em Portugal...enfim se faz porque se tem que fazer, porque em geral nem haveria necessidade...Fatima Felgueiras dixit.
"a dor que eu sofri nestes anos...pela injustica que a fui submetida"...por isso foi condenada. Mesmo que por 170 euros.
Enfim, a politica portuguesa...
Wednesday, November 5, 2008
Virtuosismos
Juergen Stark considera que sistema financeiro está mais apto a resistir a contratempos
O membro do Banco Central Europeu, Juergen Stark, adiantou que poderão surgir mais acidentes no âmbito da crise financeira mundial, mas as acções dos governos colocaram a Europa numa posição melhor para enfrentar esses desafios.
Economistas...

Enquanto estudo para poder nos proximos dias colocar um post sobre o tema do momento em Lisboa (nacionalizacao do BPN) fica aqui para os meus queridos companheiros de curso uma pequena prenda que Mankiw nos deixou (já que Obama ganhou eprovavelmente hoje é dia menos alegre para os republicanos).
Tim(ing) is everything!

Krugman disse tudo.
There will be endless bloviating over the significance of today’s results; I plan to do some bloviating myself. But we shouldn’t ignore the importance of chance events, or at least the chance timing of events. Without 9/11, what would have become of George W. Bush? My guess is that he would have lost Congress in 2002 and the White House in 2004. And what would have happened if Lehman had waited until November to blow up? Would smear-and-fear have worked?
Back to the economy again
Until a few months ago, many Europeans blamed the not-quite-decade-old euro for stifling economic growth in much of the 15-nation currency zone. But as financial turmoil pounds smaller European economies that still have their own currencies, the relatively stable euro has begun to look like a safe haven.
The time has come

Chegou a hora.
Me and all my friends
We're all misunderstood
They say we stand for nothing and
There's no way we ever could
Now we see everything that's going wrong
With the world and those who lead it
We just feel like we don't have the means
To rise above and beat it
So we keep waiting
Waiting on the world to change
We keep on waiting
Waiting on the world to change
It's hard to beat the system
When we're standing at a distance
So we keep waiting
Waiting on the world to change
Tuesday, November 4, 2008
Nao é segredo que...

Estou por Obama. Nao me interessa agora mesmo os temas politicos. Há momentos em que temos simplesmente que dizer com quem estamos e dar-lhes o nosso apoio independentemente do que venha a acontecer.



