Thursday, November 20, 2008

Governar...







...é uma tarefa muito árdua, ninguem duvide. Mas por favor nao facilitem a vida de quem quer criticar (e pode, porque com este nivel de capacidade para cometer erros e dizer besteiras...)! A sério...é de por os cidadaos em choque absoluto!


«Durante estes dias ouvimos todas as escolas», bem como «o parecer e a visão sobre os problemas que temos pela frente de muitos conselheiros peritos», adiantou a governante, frisando que nesses encontros foram identificadas «três áreas com problemas».

 

Nao se poderia ter feito isto antes? Melhor nao se devia ter feito isto antes?

Como devem funcionar os governos de um ponto de vista razoavel: Primeiro ouvir as partes e depois decidir (independentemente de ser algo que todos acabem aplaudindo) ou decidir primeiro e ouvir depois e voltar a re-decidir em consequencia? É que se este fosse um tema virgem...mas nao é...

 

Uma das medidas aprovadas pelo Governo passa por permitir que os docentes avaliados possam ter avaliadores da sua área de ensino e não de outros como acontecia até agora.

 

Parece-me razoavel. Porque nao foi aceite antes?

 

A segunda área que mereceu alterações por parte do Executivo prende-se com a «excessiva burocracia» aliada ao modelo de avaliação de desempenho dos docentes, que «não faz sentido nem para avaliadores nem para avaliados», adiantou a titular da pasta da Educação.

 

Bom...nao entendo quem faz leis/ legislacao em que sector seja, e em pouco tempo reconhece que fez algo burocratico e que nao vale a pena. Porque nao foi feito antes de forma nao burocratica?

 

As alterações passam ainda por permitir uma diminuição da carga de trabalho dos professores, sobretudo no tempo necessário para o «preenchimento de fichas de registo de avaliação».

 

Noto aqui um problema de simplifcacao de procedimentos que das duas uma, ou era efectivamente excessivo antes, o que nos levaria à pergunta já feita nos dois pontos anteriores, ou se revela como um relaxamento pernicioso que nao entendo muito bem como se acaba por conceder. Gostava que me explicassem, como cidadao.

 

Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros extraordinário, Maria de Lurdes Rodrigues anunciou que os resultados escolares dos alunos deixarão de constituir um parâmetro da avaliação dos professores, por se ter constatado que este critério «revelou dificuldades técnicas e de aplicação».

 

Como? Queremos entao dizer que a avaliacao de um professor nao tem em minima conta os resultados dos alunos? Bem... sem mais informacao...nao entendo porque. Vamos admitir que a avaliacao que fazemos dos policitos, desportistas, banqueiros, empresarios, juristas, medicos, etc...nao depende dos resultados que produzem, directa ou indirectamente...por dificuldades técnicas digamos. Seria uma sociedade bem diferente. E se há dificuldades técnicas em muitas destas profissoes.

(Será que Carlos Queiroz se podera ver fora do comando tecnico da seleccao mesmo que perca todos os jogos que faltam ate ao final do apuramento para o Mundial?)

 

Entre as medidas de simplificação está ainda a redução do número de aulas assistidas de três para duas (33% que em todo o caso faz imenso sentido...espera algo me diz que isto nao é o fim...), que, ainda assim, só se realizarão por solicitação dos docentes(boa!!!! A avaliacao é feita neste parametro se o docente o pedir...excelente procedimentos neste ponto...espera algo me diz que nao acaba AINDA aqui...), apesar de serem imprescindíveis para a obtenção das classificações máximas(bom agora é que estou baralhado...sao imprescindiveis mas o docente é que sabe se as quer pedir ou nao? É erro da/o jornalista com certeza...ah ja percebi, os docentes nem querem ter notas boas, só más).

 

Depois deste recuo (???? Quem recuou???? Ah....ok recuar nao, mudar e ceder, ou reconhecer erros, ou fazer vontades, ou assumir disparates...bem o que for, nao interessa também do ponto de vista pratico, certo?), a ministra da Educação mostrou que o final do “braço-de-ferro” entre o Governo e os sindicatos quanto a este modelo de avaliação está agora dependente dos sindicalistas. (Espantoso...!!!!)

 

 

A governante fez saber ainda que, sexta-feira, vai reunir com os sindicatos para apresentar as alterações aprovadas pelo Executivo.(Bom principio dialogante...cheira-me que assim as coisas vao andar em Portugal no sentido de decidir, ouvir, voltar atras, decidir...nao sei quando termina. Vejamos se isto passará por exemplo com... o fenomeno NovAlcantara!!!!! Ou sera que nesse caso nao se ouvira mais ninguem?...Digo isso sem que esteja a defender nem os professores, nem quem esta contra a concessao atribuida à Mota-Engil...simplesmente se trata de uma reflexao).

 

 

(La piéce de resistance...)

No período de perguntas dos jornalistas, Maria de Lurdes Rodrigues sublinhou que o modelo não sai beliscado com as alterações agora decididas e frisou que o sistema de avaliação tem de ser aproximado daquilo que acontece nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

 

COMO ESTAVA ANTES NAO ERA E COM ESTAS ALTERACOES É ????? NAO POSSO CRER !!!!!!

 

Questionado pela TSF, o ministro da Presidência também presente na conferência de imprensa, rejeitou que na base das alterações ao modelo de avaliação dos docentes estiveram eventuais pressões politicas, inclusive do PS, para que o Governo recuasse.

 

Pedro Silva Pereira explicou que a simplificação anunciada resultou da experiência comprovada, já que o Governo esteve a avaliar nas escolas como é que o modelo estava a ser recebido e aplicado. (ok...parece-me um bom procedimento...mas há quanto tempo esta a decorrer esta experiencia? Nao creio que muito tempo...acho que se trata de uma medida que creio se aplicava a partir deste ano lectivo e com algumas matizes...seguramente estou mal informado...bolas!)

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