Thursday, December 4, 2008

Temillas...

Sao realmente 2 noticias de pasmar...se nao veja-se:
  • A garantia do Estado no empréstimo dos 450 milhões de euros ao Banco Privado Português (BPP) não abrange a actividade de gestão de fortunas, disse o secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Carlos Pina, citado pela Reuters. O governante respondia a deputados da oposição, que acusaram o governo de estar a proteger um banco conhecido por gerir fortunas.
O aval do Estado permitiu a um consórcio de seis bancos avançarem com a operação, mas a garantia envolve apenas o passivo bancário do BPP, caso dos depósitos, ficando excluídas as responsabilidades da área da gestão de fortunas. O BPP tem cerca de 2 mil milhões de euros de activos sob gestão e capitais próprios de 256 milhões de euros, concentrando a sua competência no asset management.

Carlos Pina adiantou que a garantia do Estado tornou-se necessária "porque estava em causa o risco reputacional do sistema bancário de Portugal" face ao exterior. Frisou que se trata de uma garantia para "evitar a ruptura de pagamentos, de forma a permitir honrar os depósitos", tendo sublinhado que o governo tem uma posição "inabalável no sentido da defesa dos interesses e confiança dos depositantes e credores". No sindicato bancário estiveram a CGD, BCP, BES. Santander, BPI e CA.
Gostaria que o Sr. Secretario de estado possa aclarar um pouco o que esta a dizer, tendo em que o negocio do BPP é...gerir fortunas, tao e somente.

  • Função Pública recebe quatro vezes mais

    Os funcionários públicos têm, em média, reformas de valor quase quatro vezes superior à reforma média do regime geral. A revelação é feita por Eugénio Ramos, administrador das seguradoras Fidelidade Mundial e Império Bonança e também presidente da Comissão Técnica Vida e Fundos de Pensões da Associação Portuguesa de Seguradores. A associação tem promovido várias conferências sobre o futuro das reformas, em que  Eugénio Ramos faz questão de apresentar os números que espelham a realidade de contrastes entre reformas do regime geral e do regime da Função Pública.

    De acordo com Eugénio Ramos, que baseia as suas declarações em contas do Instituto Nacional de Estatística (INE) e da Caixa Geral de Aposentações referentes a 2005, as reformas médias do regime geral situavam-se nos 295,50 euros mensais, quando as reformas da Caixa Geral de Aposentações chegavam, em média, aos 1104 euros mensais, um valor 3,75 vezes superior.

    Quanto às pensões de sobrevivência, os funcionários públicos conseguiam em 2005 o dobro do valor conseguido no sector privado. Em média, uma pensão de sobrevivência no regime geral era, nesse ano, de 157 euros, mas na Caixa Geral de Aposentações o valor médio mensal chegava aos 368 euros.

    Ainda de acordo com as contas do INE e da Caixa Geral de Aposentações, existiam em 2005, no regime geral, 2074 reformados e 685 pensionistas, suportados pelas contribuições de 4760 beneficiários activos. Na Caixa Geral de Aposentações estavam registados no mesmo ano 378 reformados e 127 pensionistas, sustentados pelos 740 beneficiários activos.

    A ser verdade acho fantastico...ainda que possam existir efeitos estatisticos perversos na análise. Sem comentários.

    Ambas as noticias provem do diario Oje (www.oje.pt)

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