
A vida é realmente uma mistura de muitas emoçoes e caminhos. Disseram-me um dia que no meu percurso profissional deveria ter em atençao os meus interlocutores e o modo como queria que essa interlocuçao ocorresse.
Estavam muito correctos.
A primeira figura que ficou no meu caminho gravada está no mesmo sitio exacto onde a conheci. A dar aulas, a fazer de miudos imberbes e sem a minima noçao de nada do que é finanças, incautos e desprevenidos aspirantes a analistas de banca de investimento. Sem este senhor nao estaria onde estive nos ultimos 6 anos. A ele ja lhe agradeci e voltarei com certeza a agradecer e a debater mais novos desafios. Merece.
Contudo nem sempre ganha. Exemplo foi a tentativa (frustrada pelas nossas provincianas pretensoes de ser antes de acontecer) de tornar um MBA multilateral entre as mais prestigiadas escolas de negocios em Portugal numa referencia alem fronteiras. Desastre. Interesses, partidas, dissabores. E este homem, para quem nao ha muitos segredos do que é ensinar e alem disso ensinar bem alunos e seres humanos, foi uma vez mais (como em algumas outras num mundo academico algo frenético e desejoso deste tipo de “zaragatas” e picuinhices) de um certo ponto de vista mal tratado. Nao importa como e muito menos por quem. Importa que nao valorizamos o que de mais precioso temos: quem ensine a pensar a vida como ela é, ou seja, com vicissitudes e nao saída de uma sebenta ou livro de estudo americano.
Contudo este nao é exemplo único.
Faz agora muito pouco tempo (na realidade apenas um par de dias) que a seguinte figura marcante neste meu (ainda) breve percurso se viu a desenlaçar um final de episódio de uma maneira que a mim me custa.
Na realidade nao me importa muito, uma vez mais e perdoe-me quem lê que insista, estas picuinhices do Portugues mais “erudito” que acha que parece bem a forma e que despreza o conteudo bem como o que de bom se faz ou se pode fazer.
Tal e como conheci esta figura, estavamos a atravessar um dos momentos mais marcantes da historia comtemporanea politica e financeiramente. As torres vieram abaixo e com elas (ou sem elas) a economia, que desde um ano antes ja estava na “calle” por força dos business plans’ atirados para a lua de empreendedores de cadeias de lojas que com toda a certeza se imaginavam a vender activos mais valorizados que diamantes em estado puro em Amsterdao. Mas quis o destino (sera mesmo isso ou foi apenas o que chispou de contactos previos e mutuo reconhecimento de “genes de entorno”?) que ficasse a fazer parte da sua equipa de trabalho durante este meu “debut”. Nao esqueço o que aprendi e o que me marcou sobretudo na astucia e no “self-drive” que dia apos dia me foi sendo incutido mais ou menos proactivamente, ou ainda assim, que muitas vezes desejado por mim.
Hoje parece ser um pouco consensual entre muitos que nao deve haver espaço a mentes que “pensem diferente”. Temos de passar a imagem do mesmo e se o conseguirmos enganando a todos dizendo que é diferente mas sendo na realidade igual, entao temos ai o nosso (meu?) “inimigo” social.
Ha um excelente slogan, que muitos dirao ser presunçoso, de uma grande companhia que suporta que “great minds think alike!”. Eu corroboro. Mais que uma afirmaçao de competencia ou inteligencia, esta é a expressao da capacidade de obter resultados.
A raiz de alguns deste comportamentos “carneiristas” e “cinzentoes” parece-me ser o medo de que nos apontem o dedo (e claro a incapacidade de muitas vezes responder).
Nao defendo o lascismo com que por exemplo em Italia tanta e tanta coisa se permite a tanta gente. Mas com certeza nao me parece que avancemos por muito que nos obriguemos a ser o que nao somos: formatados.
Os ingleses como povo poder-se-ao dar ao luxo de formatar muitos comportamentos e achar inusitados certo tipo de comportamentos. Mas nao me parece que sejam (e nao sao) os mais cinzentos a pensar no que com ORIGINALIDADE se pode fazer em cada campo de actuaçao das nossas vidas. Com certeza nada disto desculpa os erros. E ha que assumi-los quando os há. Mas valerá a pena obrigar a cumprir “penitencias” a quem é agnostico geneticamente e por via do seu “upbringing”? Valerá mais que imponhamos regras a todo e qualquer caso sem olhar a que para que as mesmas se cumpram é necessario muitas vezes esticar a corda e ver como se pode actuar com a mesma muito danificada? Será que tudo o que fazemos tem um objectivo de rectidao?
Ok, nao deveria ter este discurso porque “al mejor” estou a incutir o culto pelo desrespeito pelas normas. Senhor “eu sou melhor que o meu colega que agora nao faz parte da minha equipa de negocio pessoal e bem sucedido”: nao é so ser inteligente como nos estudos que conta. É a inteligencia de viver, de saber lidar com as pessoas que mais conta.
Por estes dois exemplos tenho pena que sigamos o caminho batido de tantos e tantos outros tempos: nao deixar que atalhos tomados possam tornar-se em obstaculos a erguer para percorrer caminhos maiores e com menos resultados. Familiarmente sei bem o que isso é. Estive la. Vivi. Nao vale a pena contrariar a multidao. Vale a pena dar-lhes o que querem e instigar por dentro a revolta. Talvez assim, como em muitos outros casos na historia da humanidade, algo mude e nem tudo fique na mesma.
Estavam muito correctos.
A primeira figura que ficou no meu caminho gravada está no mesmo sitio exacto onde a conheci. A dar aulas, a fazer de miudos imberbes e sem a minima noçao de nada do que é finanças, incautos e desprevenidos aspirantes a analistas de banca de investimento. Sem este senhor nao estaria onde estive nos ultimos 6 anos. A ele ja lhe agradeci e voltarei com certeza a agradecer e a debater mais novos desafios. Merece.
Contudo nem sempre ganha. Exemplo foi a tentativa (frustrada pelas nossas provincianas pretensoes de ser antes de acontecer) de tornar um MBA multilateral entre as mais prestigiadas escolas de negocios em Portugal numa referencia alem fronteiras. Desastre. Interesses, partidas, dissabores. E este homem, para quem nao ha muitos segredos do que é ensinar e alem disso ensinar bem alunos e seres humanos, foi uma vez mais (como em algumas outras num mundo academico algo frenético e desejoso deste tipo de “zaragatas” e picuinhices) de um certo ponto de vista mal tratado. Nao importa como e muito menos por quem. Importa que nao valorizamos o que de mais precioso temos: quem ensine a pensar a vida como ela é, ou seja, com vicissitudes e nao saída de uma sebenta ou livro de estudo americano.
Contudo este nao é exemplo único.
Faz agora muito pouco tempo (na realidade apenas um par de dias) que a seguinte figura marcante neste meu (ainda) breve percurso se viu a desenlaçar um final de episódio de uma maneira que a mim me custa.
Na realidade nao me importa muito, uma vez mais e perdoe-me quem lê que insista, estas picuinhices do Portugues mais “erudito” que acha que parece bem a forma e que despreza o conteudo bem como o que de bom se faz ou se pode fazer.
Tal e como conheci esta figura, estavamos a atravessar um dos momentos mais marcantes da historia comtemporanea politica e financeiramente. As torres vieram abaixo e com elas (ou sem elas) a economia, que desde um ano antes ja estava na “calle” por força dos business plans’ atirados para a lua de empreendedores de cadeias de lojas que com toda a certeza se imaginavam a vender activos mais valorizados que diamantes em estado puro em Amsterdao. Mas quis o destino (sera mesmo isso ou foi apenas o que chispou de contactos previos e mutuo reconhecimento de “genes de entorno”?) que ficasse a fazer parte da sua equipa de trabalho durante este meu “debut”. Nao esqueço o que aprendi e o que me marcou sobretudo na astucia e no “self-drive” que dia apos dia me foi sendo incutido mais ou menos proactivamente, ou ainda assim, que muitas vezes desejado por mim.
Hoje parece ser um pouco consensual entre muitos que nao deve haver espaço a mentes que “pensem diferente”. Temos de passar a imagem do mesmo e se o conseguirmos enganando a todos dizendo que é diferente mas sendo na realidade igual, entao temos ai o nosso (meu?) “inimigo” social.
Ha um excelente slogan, que muitos dirao ser presunçoso, de uma grande companhia que suporta que “great minds think alike!”. Eu corroboro. Mais que uma afirmaçao de competencia ou inteligencia, esta é a expressao da capacidade de obter resultados.
A raiz de alguns deste comportamentos “carneiristas” e “cinzentoes” parece-me ser o medo de que nos apontem o dedo (e claro a incapacidade de muitas vezes responder).
Nao defendo o lascismo com que por exemplo em Italia tanta e tanta coisa se permite a tanta gente. Mas com certeza nao me parece que avancemos por muito que nos obriguemos a ser o que nao somos: formatados.
Os ingleses como povo poder-se-ao dar ao luxo de formatar muitos comportamentos e achar inusitados certo tipo de comportamentos. Mas nao me parece que sejam (e nao sao) os mais cinzentos a pensar no que com ORIGINALIDADE se pode fazer em cada campo de actuaçao das nossas vidas. Com certeza nada disto desculpa os erros. E ha que assumi-los quando os há. Mas valerá a pena obrigar a cumprir “penitencias” a quem é agnostico geneticamente e por via do seu “upbringing”? Valerá mais que imponhamos regras a todo e qualquer caso sem olhar a que para que as mesmas se cumpram é necessario muitas vezes esticar a corda e ver como se pode actuar com a mesma muito danificada? Será que tudo o que fazemos tem um objectivo de rectidao?
Ok, nao deveria ter este discurso porque “al mejor” estou a incutir o culto pelo desrespeito pelas normas. Senhor “eu sou melhor que o meu colega que agora nao faz parte da minha equipa de negocio pessoal e bem sucedido”: nao é so ser inteligente como nos estudos que conta. É a inteligencia de viver, de saber lidar com as pessoas que mais conta.
Por estes dois exemplos tenho pena que sigamos o caminho batido de tantos e tantos outros tempos: nao deixar que atalhos tomados possam tornar-se em obstaculos a erguer para percorrer caminhos maiores e com menos resultados. Familiarmente sei bem o que isso é. Estive la. Vivi. Nao vale a pena contrariar a multidao. Vale a pena dar-lhes o que querem e instigar por dentro a revolta. Talvez assim, como em muitos outros casos na historia da humanidade, algo mude e nem tudo fique na mesma.
Um abraço ao Professor e outro ao Socio que o deixou de ser, mas só no papel.
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