

O brillante anuncio da Caixa com Scolari dando nota do que é o diferencial linguistico de 2 povos que falam a mesma lingua, cativa-me a escrever sobre outras diferenças mais engraçadas e que acabam por tornar o meu dia-a-dia uma profusao de idiomas que o cerebro se vê obrigado a tratar.
Se alguem for falar com um Espanhol e lhe disser que lhe vai dar uma prenda, seguramente que ele nao o vai perceber. Ou melhor nao é que nao possa ser algo que aconteça, mas a verdade é que se ira por com pouca curiosidade. Uma prenda para os Espanhois é um artigo de roupa, umas calças, um vestido, uns calçoes. Ha un conjunto de otras palavras cujo sentido e conotaçao muda radicalmente entre Espanhol e Portugues...mas la chegaremos ate porque cada uma tera normalmente um episodio associado que é engraçado de descrever como ilustraçao.
Neste caso o espisodio é um eufemismo sobre “Prendas” que se passou no Santiago Barnabéu anteontem. Fui ver o jogo do Real Madrid com o Werder Bremen com um colega (fanatico do Madrid por sinal). Tinha saido do Banco sozinho e combinamos “quedar” em Cuzco, porque ele ia estacionar ai. Eu levei o meu livro sobre os Irmaos Dassler que estava prestes a terminar e deixei passar a estaçao de Cuzco, pelo que sai mesmo no Estadio. Pior nao podia ter feito.
Esperei bastante pelo meu colega e depois de ja estarmos 20 minutos atrasados porque as caixas automaticas do estadio nao funcionavam por falta de papel (e falam de Portugal como se tudo de mal se passasse em Portugal...em frente) dirigimo-nos para a entrada. Pois foi-me dito que nao podia levar o livro – achei logico e ja tinha pensado nisso. O meu colega defendeu à “torero” que nao era normal e começou ali uma espécie de luta de galos à antiga que quase, quase se passou a cena de pugilato. La deixei o livro com o senhor que nao era segurança (da empresa habilitada para isso) mas antes um dos capangas que o clube tem nas portas para “remediar” situaçoes de conflito (ou sera para as provocar?) dizendo-me que nao se responsabilizava por ele. Repetiu varias vezes. Percebi o que queria dizer, depois de quase se ter pegado com o meu colega, de certeza que nao ia ter livro quando voltasse. Assim foi. Perguntei-lhe educadamente como tinha so desaparecido o meu livro (havia mais no mesmo sitio) e disse-me que me tinha avisado que nao se responsabilizava.
Obviamente neste episodio algo me deixa triste e algo me deixa contente. Triste, porque alem de perder o livro nao acabei as ultimas 10 paginas que me restavam. Contente por imaginar que alguem podera tirar algum prazer de um instrumento de cultura cada vez mais desprezado nesta era em que a informçao tem a tendencia para ser exposta por meiso como o que estao neste momento a utilizar!
Ja agora aconselho o livro (nao sei se ha sequer ediçao portuguesa, mas se nao ha candidato-me ja a traduzir)...Irmaos de Sangue, Barbara Smit. Jornalista cujo o sentido de percepçao empresarial esta muito acima da média e que nos dá um relato fantastico das origens e evoluçao do mundo das marcas desportivas em geral e das duas marcas alemas Adidas e Puma em particular!
Bons livros!
Se alguem for falar com um Espanhol e lhe disser que lhe vai dar uma prenda, seguramente que ele nao o vai perceber. Ou melhor nao é que nao possa ser algo que aconteça, mas a verdade é que se ira por com pouca curiosidade. Uma prenda para os Espanhois é um artigo de roupa, umas calças, um vestido, uns calçoes. Ha un conjunto de otras palavras cujo sentido e conotaçao muda radicalmente entre Espanhol e Portugues...mas la chegaremos ate porque cada uma tera normalmente um episodio associado que é engraçado de descrever como ilustraçao.
Neste caso o espisodio é um eufemismo sobre “Prendas” que se passou no Santiago Barnabéu anteontem. Fui ver o jogo do Real Madrid com o Werder Bremen com um colega (fanatico do Madrid por sinal). Tinha saido do Banco sozinho e combinamos “quedar” em Cuzco, porque ele ia estacionar ai. Eu levei o meu livro sobre os Irmaos Dassler que estava prestes a terminar e deixei passar a estaçao de Cuzco, pelo que sai mesmo no Estadio. Pior nao podia ter feito.
Esperei bastante pelo meu colega e depois de ja estarmos 20 minutos atrasados porque as caixas automaticas do estadio nao funcionavam por falta de papel (e falam de Portugal como se tudo de mal se passasse em Portugal...em frente) dirigimo-nos para a entrada. Pois foi-me dito que nao podia levar o livro – achei logico e ja tinha pensado nisso. O meu colega defendeu à “torero” que nao era normal e começou ali uma espécie de luta de galos à antiga que quase, quase se passou a cena de pugilato. La deixei o livro com o senhor que nao era segurança (da empresa habilitada para isso) mas antes um dos capangas que o clube tem nas portas para “remediar” situaçoes de conflito (ou sera para as provocar?) dizendo-me que nao se responsabilizava por ele. Repetiu varias vezes. Percebi o que queria dizer, depois de quase se ter pegado com o meu colega, de certeza que nao ia ter livro quando voltasse. Assim foi. Perguntei-lhe educadamente como tinha so desaparecido o meu livro (havia mais no mesmo sitio) e disse-me que me tinha avisado que nao se responsabilizava.
Obviamente neste episodio algo me deixa triste e algo me deixa contente. Triste, porque alem de perder o livro nao acabei as ultimas 10 paginas que me restavam. Contente por imaginar que alguem podera tirar algum prazer de um instrumento de cultura cada vez mais desprezado nesta era em que a informçao tem a tendencia para ser exposta por meiso como o que estao neste momento a utilizar!
Ja agora aconselho o livro (nao sei se ha sequer ediçao portuguesa, mas se nao ha candidato-me ja a traduzir)...Irmaos de Sangue, Barbara Smit. Jornalista cujo o sentido de percepçao empresarial esta muito acima da média e que nos dá um relato fantastico das origens e evoluçao do mundo das marcas desportivas em geral e das duas marcas alemas Adidas e Puma em particular!
Bons livros!
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